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Governo regulamenta subsídios e cria regras de controle para conter alta dos combustíveis

Norma prevê auxílios ao diesel e ao gás de cozinha e impõe regras para garantir repasse ao consumidor

Economia|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo federal publica decreto para regulamentar subsídios e conter alta dos combustíveis.
  • Decisão estabelece diretrizes para subvenções ao diesel e ao gás de cozinha, com valores definidos.
  • Regras de controle obrigam cumprimento de repasse de descontos ao consumidor final.
  • Fiscalização será reforçada, com informações semanais sobre margens de lucro obrigatórias para distribuidoras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

botijão de 13 quilos de gás de cozinha
Medida do governo prevê subvenção ao gás de cozinha Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 29.11.2021

O governo federal publicou, em edição extra do Diário Oficial da União desta quarta-feira (15), um decreto que regulamenta medidas emergenciais para conter a alta dos combustíveis diante das oscilações no mercado internacional provocadas pela guerra no Oriente Médio.

A norma detalha a execução de uma medida provisória publicada na semana passada que estabeleceu subsídios e definiu regras de controle sobre a cadeia de distribuição de combustíveis.


O decreto estabelece diretrizes para a concessão de subvenções econômicas à importação de óleo diesel e de GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha, além de reforçar mecanismos para garantir que os descontos cheguem ao consumidor final.

No caso do GLP, o subsídio será de R$ 850 por tonelada. Para o gás de cozinha, o governo prevê um aporte total de R$ 330 milhões, o equivalente a cerca de R$ 11 por botijão de 13 kg.


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O diesel terá dois tipos de subvenção: uma de R$ 1,20 por litro para os importadores de óleo diesel, e outra de R$ 0,80 por litro às refinarias brasileiras que aderirem ao programa.

Em março, o governo já tinha criado um subsídio de R$ 0,32 por litro ao zerar impostos federais sobre o combustível. Com isso, o total de subsídios ao diesel pode chegar a R$ 1,12 por litro para produtores nacionais e a R$ 1,52 por litro para importadores.


O modelo desenhado pelo governo condiciona o acesso aos subsídios ao cumprimento de regras rígidas de repasse de descontos ao longo da cadeia. Para receber o benefício, importadores terão que vender combustíveis aos distribuidores por um valor igual ou inferior ao chamado Preço de Comercialização, calculado a partir do preço de referência descontado das subvenções.

Além disso, os distribuidores deverão comprovar que estão repassando integralmente os descontos aos postos de combustíveis. O valor da subvenção também terá que ser discriminado nas notas fiscais eletrônicas, garantindo transparência nas operações.


Outro ponto do decreto fala sobre o reforço na fiscalização. As distribuidoras passam a ser obrigadas a informar semanalmente à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a evolução de suas margens brutas de lucro por produto. Os dados serão tornados públicos, e empresas que não cumprirem a exigência ficarão impedidas de adquirir combustíveis subsidiados.

O texto também prevê sanções indiretas para garantir a adesão às regras: importadores não poderão vender combustíveis com desconto a distribuidores que descumprirem as exigências de transparência, sob pena de perder o acesso à subvenção.

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