Análise: governo deve cortar gastos para reduzir dívida, e não aumentar arrecadação
Roberto Troster analisa projeto de diretrizes orçamentárias enviado ao Congresso
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
O governo federal afirma, nas diretrizes orçamentárias para 2027, que vai continuar a adotar medidas para aumentar a arrecadação e cumprir as metas fiscais. O projeto foi enviado ao Congresso Nacional na última quarta-feira (15). Mas o economista Roberto Troster pondera que, se o objetivo é reduzir a dívida pública, faz mais sentido cortar gastos.
“O governo está anunciando mais gastos agora, quando devia focar em estabilizar a relação da dívida. Nós corremos risco. É um risco remoto, baixo, mas a dívida não pode crescer indefinidamente”, diz ao Conexão Record News.
Ele analisa o modelo de arrecadação no Brasil, onde os ricos pagam proporcionalmente menos impostos que a classe média e os mais pobres. Nesse sentido, Troster diz que algumas tributações são excedentes e defende uma mudança no imposto de renda.
Por último, o especialista chama a atenção para o arcabouço fiscal. “Todo mundo olha para o déficit primário e não olha para o déficit total. O déficit primário, em números redondos, é um vigésimo do déficit total, por conta dos juros e da dinâmica da dívida. E aí você fala: ‘Não, isso não entra no arcabouço.’ Ah, então tudo bem. Mas não é tudo bem. A dívida continua a crescer.”
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