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Brasil se beneficia com crise em Ormuz, mas carece de organização, aponta economista

País se consolida como alternativa viável ao comércio internacional, afetado pelo conflito no Oriente Médio

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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Embora a guerra no Oriente Médio mostre a fragilidade do fornecimento global de petróleo, a crise no Estreito de Ormuz beneficia os negócios do Brasil, que se consolida como uma alternativa viável nos mercados. O que falta é uma maior organização, afirma o economista Miguel Daoud em entrevista ao Conexão Record News. Em meio ao conflito, potências como China e Índia redirecionaram suas compras.

Nono maior produtor de petróleo do mundo, o país responde por aproximadamente 4% da produção global, com quatro milhões de barris por dia. “Nós estamos tendo aí uma arrecadação de quase R$ 100 bilhões de impostos derivados do aumento da demanda das exportações de petróleo. Então o Brasil é isso. Infelizmente, o Brasil tem uma dificuldade muito grande de organizar tudo isso”, diz Daoud.


Segundo ele, até nesse âmbito o país vive uma polarização política enorme, da qual “não consegue se livrar para poder construir realmente uma nação”.

“Nós temos, por exemplo, na agricultura, problemas seríssimos, como a falta de seguro, falta de logística, estratégia de distribuição. Temos a questão do etanol sendo produzido, do biodiesel também. O que nós precisamos é organizar. Essa riqueza ninguém vai tirar de nós. [...] o Brasil, sem dúvida nenhuma, incomoda em decorrência dessa sua condição fundamental.”

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