Análise: licença-parental pode ser a chave para diminuir desigualdade salarial entre homens e mulheres
Segundo relatório, mulheres ganham 21,3% menos do que os homens no Brasil, diferença que se mantém estável desde 2023
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Segundo o relatório da Lei da Igualdade Salarial, divulgado nesta segunda-feira (27), as mulheres ganham 21,3% menos do que os homens no Brasil. A diferença se mantém estável desde 2023, mas a contratação feminina cresceu 11%. Entre mulheres pretas e pardas, o crescimento foi de 29%. Também cresceu o número de estabelecimentos com pelo menos 10% de mulheres negras.
Em entrevista ao Conexão Record News, Carla Beni, economista e professora da Fundação Getúlio Vargas, destaca a importância de políticas públicas para reduzir a desigualdade, principalmente a troca da licença-maternidade por uma licença parental.

“Porque a mulher ganha menos a vida inteira, porque talvez um dia ela vá ter filhos e vai sair na licença-maternidade. Se você tiver a licença parental, além dos primeiros meses, que é a questão da amamentação, o casal decide quem é que volta a trabalhar e quem fica em casa. E essa é uma política pública muito importante, justamente para diminuir essa desigualdade”, explica.
Para Carla, aprofundar a estrutura de creches também é fundamental para os pais conseguirem voltar ao mercado de trabalho com mais segurança, podendo contar com uma rede protetiva para a criança.
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