Análise: produtos do Canadá afetados por tarifas competem com a indústria norte-americana
Segundo economista, EUA pretendem enfraquecer empresas canadenses enquanto fortalecem indústrias nacionais
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Tanto o Brasil quanto o Canadá devem enfrentar uma nova leva de tarifas norte-americanas. Nesta segunda-feira (21), a Casa Branca anunciou tarifas de 50% a diversos produtos canadenses como resposta aos impostos mais altos que o país cobra de empresas dos EUA. A medida entrará em efeito em 30 dias e afetará leite, bebidas alcoólicas, roupas e móveis.
“Produtos que, de uma certa maneira, competem com a indústria norte-americana. [...] Os Estados Unidos tentam fazer com que a indústria canadense se torne menos competitiva no mercado norte-americano [...] para as próprias indústrias americanas atuarem no mercado local”, avaliou o economista Mauro Rochlin no Conexão Record News desta terça (21).
Com a economia do país vizinho pressionada mais uma vez, após enfrentar taxas de 35% em 2025, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse que está pronto para negociar. Contudo, a "natureza errática das tarifas norte-americanas“, nas palavras de Rochlin, faz com que ele não acredite na permanência da nova, assim como foi na taxação ao aço brasileiro em 2018.
O especialista explica que, como a mercadoria era um produto complementar à indústria americana, não demorou muito para que o governo derrubasse as tarifas. “No final das contas, viram que o grande prejudicado era a indústria norte-americana e, portanto, não fazia muito sentido manter as tarifas. Eu acho que isso pode se aplicar de novo”, concluiu o economista.
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