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Análise: produtos do Canadá afetados por tarifas competem com a indústria norte-americana

Segundo economista, EUA pretendem enfraquecer empresas canadenses enquanto fortalecem indústrias nacionais

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Casa Branca anunciou tarifas de 50% sobre produtos canadenses, como resposta a impostos mais altos do Canadá sobre empresas dos EUA.
  • As tarifas afetarão leite, bebidas alcoólicas, roupas e móveis, e entrarão em vigor em 30 dias.
  • O economista Mauro Rochlin acredita que a medida pode não durar muito, assim como a taxação sobre o aço brasileiro em 2018.
  • O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, está disposto a negociar, apesar das tarifas norte-americanas serem consideradas erráticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tanto o Brasil quanto o Canadá devem enfrentar uma nova leva de tarifas norte-americanas. Nesta segunda-feira (21), a Casa Branca anunciou tarifas de 50% a diversos produtos canadenses como resposta aos impostos mais altos que o país cobra de empresas dos EUA. A medida entrará em efeito em 30 dias e afetará leite, bebidas alcoólicas, roupas e móveis.

“Produtos que, de uma certa maneira, competem com a indústria norte-americana. [...] Os Estados Unidos tentam fazer com que a indústria canadense se torne menos competitiva no mercado norte-americano [...] para as próprias indústrias americanas atuarem no mercado local”, avaliou o economista Mauro Rochlin no Conexão Record News desta terça (21).


Com a economia do país vizinho pressionada mais uma vez, após enfrentar taxas de 35% em 2025, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse que está pronto para negociar. Contudo, a "natureza errática das tarifas norte-americanas“, nas palavras de Rochlin, faz com que ele não acredite na permanência da nova, assim como foi na taxação ao aço brasileiro em 2018.

O especialista explica que, como a mercadoria era um produto complementar à indústria americana, não demorou muito para que o governo derrubasse as tarifas. “No final das contas, viram que o grande prejudicado era a indústria norte-americana e, portanto, não fazia muito sentido manter as tarifas. Eu acho que isso pode se aplicar de novo”, concluiu o economista.

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