Tarifas podem inviabilizar comércio com os EUA em grande parte dos produtos, alerta pesquisador
Representantes do Brasil estão em Washington para convencer governo norte-americano a não aplicar taxa de 25%
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Representantes do Brasil estão em Washington, nos Estados Unidos, para convencer o governo norte-americano a não aplicar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O segundo dia de audiência na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos acontece nesta terça-feira (7). Uma investigação norte-americana concluiu que o Brasil adota práticas comerciais prejudiciais e recomendou a adoção das tarifas.
Na segunda-feira (6), representantes da economia brasileira disseram que as taxas de 25% prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos. Eles também defenderam o Pix. Do lado americano, houve críticas às tarifas sobre o etanol e acusações de que o desmatamento ilegal gera vantagem competitiva desleal. Até o dia 15 de julho, o governo americano deve decidir sobre a taxação.
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Em entrevista ao Conexão Record News, Vitelio Bruustolin, pesquisador e professor de relações internacionais, afirma que o Brasil, reconhecidamente, é um país protecionista, o que gera reclamações dos EUA há um certo tempo.
Segundo o pesquisador, as queixas norte-americanas são em relação ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, às tarifas preferenciais, ao combate à corrupção, à proteção à propriedade intelectual, ao acesso ao mercado de etanol e ao desmatamento ilegal.
“A tarifa dos Estados Unidos planejada nessa discussão é de 25%. Ainda tem uma sobretaxa de 12,5% que está sendo discutida numa investigação paralela, porque se considera que em grandes áreas agrícolas do Brasil existe trabalho escravo. Então, no final das contas, a tarifa dos Estados Unidos sobre o Brasil pode chegar a 37,5%, somando os 25% com os 12,5% de trabalho escravo. O que realmente vai tornar inviável o comércio com os Estados Unidos em grande parte dos produtos”, alerta Brustolin.
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