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Analistas vêem ofertas de ações no Brasil ganhando força ainda em 2016

Economia|Do R7

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Por Guillermo Parra-Bernal e Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - Um número crescente de empresas brasileiras deve acessar o mercado de capitais nos próximos meses para se financiar, na esteira de um alívio da turbulência política e de sinais de que a recessão mais severa em oito décadas está arrefecendo, afirmaram analistas nesta terça-feira.

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Um fluxo saudável de emissões primárias e secundárias de ações está crescendo em meio a expectativas de que a economia brasileira caminha para uma recuperação, disseram analistas dos principais bancos de investimento e corretoras do país em um evento da Thomson Reuters em São Paulo.

Algumas dessas ofertas, que incluem ainda colocações privadas, poderiam eventualmente ajudar a refinanciar dívida e financiar a expansão futura numa fase posterior. O apetite por novas ofertas pode ser sentido em todos os setores e ser estimulado pelos investidores estrangeiros que enfrentam uma baixos retornos nos mercados de países desenvolvidos, acrescentaram os analistas.

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"Nós sentimos que um fluxo de transações já se formou porque tem uma quantidade de companhias que precisa refazer sua estrutura de capital", disse o chefe de pesquisa de ações para América Latina do JPMorgan, Pedro Martins.

Este ano tem sido um dos mais fracos para o mercado de capitais no Brasil em mais de uma década. Mas nas últimas semanas, três empresas entraram com pedido de permissão para vender ações, duas das quais são IPOs.

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Na segunda-feira, a Centro de Imagem Diagnósticos pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), que será coordenada por Itaú BBA, Bank of America Merrill Lynch e Santander Brasil.

De acordo com Marcos Assumpção, chefe de pesquisa de ações do Itaú BBA, as condições para uma recuperação mais sólida em ofertas estão gradualmente tomando forma, com a melhora nas políticas econômicas a empresas e um "compromisso de destinar mais investimento para impulsionar o crescimento futuro".

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Tal ambiente, juntamente com crescentes fluxos de investimento em países emergentes, poderia apoiar a atividade de mercados de capital no Brasil.

"Achamos que essa tendência deve continuar. Com a recuperação da economia, pode ter mais atividade de mercado de capitais", reforçou Marcio Prado, analista do Goldman Sachs.

Em julho, a Energisa precificou uma oferta primária de ações perto do teto do intervalo proposto, enquanto o Carlyle e o investidor Guilherme Paulus levantaram 1,23 bilhão de reais com a venda parcial de suas fatias na agência de viagens CVC em agosto.

O último IPO no Brasil foi o da corretora de seguros FPC Par Corretora de Seguros em junho de 2015.

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