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Anfavea quer que PPE possa ser suspenso pelas empresas em momentos especiais

Economia|Do R7

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O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, defendeu nesta segunda-feira, 13, que o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), do governo federal, possa ser suspenso temporariamente pelas empresas em momentos especiais, quando o instrumento não se fizer necessário. Segundo Megale, sugestões como esta, que tornam o PPE mais flexível, já estão sendo discutidas com o governo, que tem se mostrado aberto. "Avançamos um pouco", disse o executivo, em evento do setor realizado nesta segunda em São Paulo.

Lançado em julho do ano passado pela gestão de Dilma Rousseff para evitar demissões em empresas com dificuldades financeiras, o PPE permite que os salários e a jornadas sejam reduzidos em até 30%, com metade da perda salarial compensada pelo governo. A ideia é reduzir a produção para adequar as fábricas à queda nas vendas. Pelas regras, as empresas podem aderir por no máximo 24 meses. Hoje, 21 mil funcionários de montadoras estão cadastrados no programa.

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Um dos problemas do instrumento, disse Megale, é que se as montadoras precisarem elevar a sua produção por alguma razão extraordinária, a adesão ao programa não poderá ser suspensa. Como exemplo, Megale descreveu a situação em que as fábricas param de produzir porque houve um atraso no fornecimento de peças e, quando os dias perdidos precisam ser recuperados, a empresa não consegue pagar hora extra aos funcionários cadastrados no PPE.

Megale sugeriu que, em casos assim, o programa pudesse ser suspenso pelo mês seguinte. "O funcionário trabalharia normalmente, receberia seu salário normal, a empresa produz e o governo não gasta, é um jogo de ganha-ganha", disse. Além disso, o executivo negou que esteja conversando com o governo para elevar o limite de redução das jornadas, hoje em 30%. "Já é uma redução bastante razoável", afirmou.

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O presidente da Anfavea voltou a defender que o programa, hoje provisório, seja adotado no País de forma perene. A declaração ocorre mesmo após uma diminuição na adesão das montadoras ao PPE. "Tenho certeza que em algum outro momento vamos precisar utilizá-lo", explicou o executivo.

Argentina

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Megale disse ainda que as negociações para renovação do acordo automotivo com a Argentina têm evoluído, mas não detalhou os termos das conversas. Limitou-se a dizer que "é provável" que dessa vez o acordo seja renovado por um período superior a um ano, resultando em maior previsibilidade para as empresas. As últimas renovações ocorreram por somente um ano.

Além disso, ele garantiu que questões conjunturais dos dois países não vão influenciar as negociações e disse a Argentina tem oferecido resistência a um acordo de livre comércio.

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