Após atingir recorde histórico, dólar fecha a semana em queda e vale R$ 4,11
Queda de 1,32% da moeda norte-americana foi influenciada pelo bom humor externo
Economia|Do R7

O dólar fechou em queda de mais de 1% em relação ao real nesta sexta-feira (22), refletindo a retomada do apetite por risco nos mercados globais em meio à recuperação dos preços do petróleo e a expectativas de novos estímulos econômicos na zona do euro.
O dólar recuou 1,32%, a R$ 4,1105 na venda, após avançar na véspera a um novo recorde de fechamento. Mesmo assim, a moeda norte-americana ainda acumulou alta de 1,6% na semana.
"A queda do dólar nos mercados externos serviu de argumento para o mercado realizar um ajuste técnico depois da alta de ontem", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW, João Paulo de Gracia Correa.
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Os preços do petróleo subiam cerca de 8% nesta sessão, com uma frente fria nos Estados Unidos e na Europa alimentando expectativas de maior demanda. A commodity vinha renovando nas sessões recentes as mínimas em 12 anos, pressionando a demanda por ativos de maior risco e de moedas ligadas a commodities.
A recuperação do bom humor nos mercados globais vinha também após o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, afirmar que o banco vai revisar sua política monetária em março, alimentando expectativas de mais estímulos.
No entanto, operadores esperam que a moeda norte-americana volte a ser pressionada nos próximos dias, em meio ao cenário turbulento externo e interno. A controversa decisão do Banco Central de manter os juros básicos nesta semana desencadeou forte pressão sobre os ativos brasileiros e deve manter elevada a volatilidade no mercado local.
"Não dá para virar a página e começar do zero, o mercado ainda está muito desconfortável com toda a incerteza que veio com a decisão do BC", disse o operador de uma corretora nacional.
O BC brasileiro realizou nesta manhã mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, vendendo a oferta total de até 11,6 mil contratos. Até o momento, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 8,448 bilhões, ou cerca de 81% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.















