Após disparar pela manhã, dólar fecha praticamente estável e vale R$ 3,87
Moeda norte-americana apresentou alta de 0,09% em dia de notícias escassa
Economia|Do R7

O dólar fechou a segunda-feira praticamente estável, após passar a maior parte da sessão em alta mais expressiva e na casa de R$ 3,90, dia marcado por poucos negócios e poucas notícias com potencial para mover as cotações, mas com os investidores ainda incertos em relação ao quadro político e econômico.
O dólar avançou 0,09%, a R$ 3,8768 na venda, após atingir R$ 3,9262 na máxima da sessão, com alta de 1,36%. No pregão anterior, a divisa norte-americana havia subido quase 2%.
"Não houve grandes novidades no mercado hoje. O dólar ficou flutuando ao vento, sem muita racionalidade", disse o operador de um banco nacional.
O dólar abriu perto da estabilidade em relação ao real, demonstrando alguma tranquilidade após a presidente Dilma Rousseff afirmar que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não sai do cargo. Investidores temem que eventual saída de Levy representaria um passo atrás no ajuste fiscal.
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A moeda norte-americana rapidamente passou a subir ao longo da manhã, reagindo às incertezas políticas e econômicas no Brasil e ao ambiente de aversão ao risco nos mercados externos, após a economia chinesa registrar crescimento de menos de 7 por cento pela primeira vez desde a crise financeira global.
"Nessa de 'fica Levy, sai Levy', a verdade que permanece é a de que o País está parado, a mercê de interesses políticos, com desemprego, contração da economia, inflação alta e com a grande possibilidade de perdermos [de novo] o selo de bom pagador ainda neste ano, se o ajuste fiscal não evoluir", escreveu em nota a clientes o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.
Na reta final deste pregão, segundo o operador de um importante banco internacional, uma forte entrada de capital levou o dólar a praticamente anular a alta vista na maior parte do dia. A operação teve seu impacto potencializado pela falta de notícias relevantes sobre o cenário político e econômico, o que limitou o volume de negócios e deixou o mercado sensível a operações pontuais.
Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes à venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 6,142 bilhões, ou cerca de 60% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.















