Após menor cotação, dólar volta a subir e fecha a R$ 4,79; Ibovespa fecha em queda à espera do BC
Índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 0,31%, a 119.481,16 pontos; moeda americana teve alta de 0,42%
Economia|Do R7

Após atingir a menor cotação em mais de um ano, o dólar à vista fechou nesta terça-feira (20) em alta, numa sessão marcada pela aversão a ativos de maior risco, como o real brasileiro. Isso ocorreu após a China anunciar um corte nas taxas de juros menor que o esperado pelo mercado, lançando dúvidas sobre a recuperação econômica do gigante asiático.
O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,795 na venda, com alta de 0,42%. Após atingir, na segunda-feira, o menor nível de fechamento desde 31 de maio do ano passado, o dólar à vista sustentou ganhos em relação ao real durante praticamente toda a sessão desta terça-feira, ainda que oscilasse em margens estreitas.
Já o Ibovespa fechou em queda, reflexo de ajustes, após encostar nos 120 mil pontos na véspera, com agentes financeiros aguardando o desfecho da reunião de política monetária do Banco Central, principalmente os sinais sobre os próximos movimentos da taxa básica de juros, a Selic.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,31%, a 119.481,16 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo chegado a 118.415,66 pontos no pior momento. O volume financeiro somava R$ 22,9 bilhões.
Movimento da moeda norte-americana
Por trás do movimento estava a tendência vinda do exterior, com os mercados repercutindo a notícia de que a China cortou suas principais taxas de referência pela primeira vez em dez meses, em uma ação para dar suporte ao crescimento econômico.
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A taxa primária de empréstimo (LPR) de um ano foi reduzida em 10 pontos-base, para 3,55%, enquanto a LPR de cinco anos sofreu corte pela mesma margem, para 4,20%. Embora todos os 32 participantes de uma pesquisa da Reuters projetassem reduções em ambas as taxas, o corte na taxa de cinco anos foi menor do que muitos esperavam.
Isso disparou um movimento de aversão a ativos de maior risco em todo o mundo, penalizando os índices de ações e dando suporte ao dólar perante a maioria das demais moedas, incluindo o real.
“Estamos com o exterior todo virado, em um dia de aversão a risco, em função dos cortes das taxas de juros na China, vistas pelo mercado como abaixo do esperado”, comentou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora.
Nesse cenário, na cotação máxima do dia o dólar à vista atingiu R$ 4,8093 (+0,72%) às 14h12.
Com a moeda americana perto de R$ 4,80, exportadores entraram nos negócios na ponta de venda, o que pesou sobre as cotações. Isso conduziu o dólar a níveis mais baixos até o fechamento.















