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Após queda no lucro no 2º tri; Caixa prevê melhora no 2º semestre

Economia|Do R7

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Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal teve queda no lucro líquido do segundo trimestre, diante de um salto nas provisões para perdas esperadas com inadimplência, mas o banco estatal previu melhora nos próximos trimestres.

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De abril a junho, o lucro líquido do banco somou 1,61 bilhão de reais, queda de 16,8 por cento sobre um ano antes.

O lucro da Caixa teve suporte do aumento de receitas com crédito e com tarifas e serviços, além do maior controle das despesas administrativas.

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Ao contrário dos demais grandes bancos do país, cujas carteiras tiveram contração no trimestre, a Caixa viu seu estoque de financiamentos atingir 691,6 bilhões de reais em junho, um aumento de 6,7 por cento em 12 meses. Nesse contexto, a margem financeira da Caixa cresceu 4,9 por cento, ano a ano, a 11,7 bilhões de reais.

De todo modo, o banco federal reduziu a previsão de alta de sua carteira de empréstimos em 2016, da faixa de 7 a 10 por cento para a de 5,5 a 7,5 por cento.

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As receitas do banco com tarifas e serviços no trimestre chegaram a 5,58 bilhões de reais, um incremento de 10,6 por cento. Na outra ponta, as despesas administrativas (excluindo de pessoal), cresceram 2,5 por cento, para 3 bilhões de reais.

O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,2 por cento, abaixo dos 3,51 por cento do trimestre anterior, mas maior que os 2,85 por cento de um ano antes.

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Segundo o presidente-executivo da Caixa, Gilberto, Colhi, o foco do banco em linhas de menor risco, como financiamento imobiliário e do setor de infraestrutura permitem acreditar que o índice de inadimplência ficará estável ou cairá nos próximos trimestre, aliviando a necessidade de maiores provisões para perdas com calotes.

De todo modo, a despesa registrada pela Caixa com provisão para perdas com inadimplência no trimestre somou 6,26 bilhões de reais no segundo trimestre um salto de 37,4 por cento sobre um ano antes e de 64,3 por cento sobre o trimestre anterior.

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Além de provisões maiores para perdas com crédito bancário, a Caixa computou uma perda no trimestre referente à marcação a mercado de debêntures de uma empresa de telecomunicações, que pediu recuperação judicial em junho. O banco não informou o nome da empresa mas o grupo de telecomunicações Oi anunciou pedido de proteção contra credores em junho.

Nas notas explicativas, a Caixa informou a desclassificação de debêntures de uma "empresa de telecomunicações, que tiveram vencimento antecipado para 28 de junho após a empresa pedir recuperação judicial". A Caixa registrou maioridade (baixa contábil) de 131,4 milhões de reais, o que ajustou o valor do investimento em debêntures da Oi para 1,75 bilhão de reais.

Nas notas explicativas, a Caixa afirmou não ter "evidência de maioridade superior ao já reconhecido em decorrência do processo de renegociação do endivida mento da emissora das desnatures".

A Caixa já conclui as provisões para perdas relacionadas a empréstimos para a afretadora de sondas para exploração de petróleo Sete Brasil, que também pediu recuperação judicial.

Na coletiva com jornalistas, o presidente da Caixa disse também que o banco espera retomar em breve as operações de vendas de carteiras. O Tribunal de Contas da União (TCU) mandou o banco suspender vendas de carteiras por suspeita de irregularidades.

"Esperamos esclarecer logo as dúvidas do TCU e retomar as vendas", disse ele.

O executivo disse ainda que não há um horizonte para retomada da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), da sua subsidiária Caixa Seguridade. "Estamos analisando o mercado, pode acontecer em 2017", disse.

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