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Após recorde, dólar tem leve alta ante real com mercado de olho em atuação do BC

Economia|Do R7

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Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar deixou para trás a queda inicial e tinha leve alta contra o real nesta quarta-feira, depois de atingir recordes históricos na sessão anterior, com os investidores atentos à atuação do Banco Central diante da disparada recente da moeda norte-americana.

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Às 10:14, o dólar avançava 0,21%, a 4,2486 reais na venda. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez registrava alta de 0,12%, a 4,240 reais.

O dólar fechou o pregão anterior com alta de 0,59%, a 4,2398 reais na venda, um recorde histórico, e chegou a tocar os 4,2785 reais na máxima intradia.

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Diante desse salto histórico, o Banco Central promoveu na terça-feira dois leilões extraordinários, e seu presidente, Roberto Campos Neto, afirmou que a autarquia poderia repetir as intervenções cambiais neste pregão em caso de novos gaps de liquidez.

Em evento promovido pelo jornal Correio Braziliense, Campos Neto reforçou que o câmbio é flutuante e o BC age apenas em caso de problemas de liquidez ou para atenuar movimentos que estão fora do padrão normal.

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Para Ricardo Gomes da Silva Filho, analista de câmbio da Correparti Corretora, há expectativa de atuação extraordinária do Banco Central neste pregão. "Provavelmente, o mercado testará os níveis recordes que foram batidos ontem, perto dos 4,26 reais. Acredita-se que o Banco Central atuará novamente, e, a partir do momento em que atuar, a tendência do dólar é arrefecer", disse.

O Banco Central vendeu nesta quarta-feira 3 mil contratos de swap cambial reverso e até 150 milhões de dólares em moeda à vista, de oferta de até 15.700 e 785 milhões, respectivamente. [L1N2870BP] Adicionalmente, a autarquia ofertará contratos de swap tradicional para rolagem do vencimento janeiro de 2020.

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No cenário externo, estava no radar dos investidores a divulgação dos dados sobre o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos, prevista para as 10h30. Para Gomes da Silva Filho, "a expectativa é de fortalecimento da economia dos EUA, como tem acontecido nos últimos anos. Tem a questão da guerra comercial; queremos saber até que ponto esses entraves vão refletir nos indicadores. Por isso acreditamos em dia de bastante volatilidade."

As moedas emergentes pares do real, como o peso mexicano e o rand sul-africano, operavam em alta contra o dólar.

O índice do dólar contra uma cesta de moedas tinha leve alta de 0,07%, a 98,316.

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