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Após recordes, Ibovespa cai 2% e quase perde os 100 mil pontos

Principal índice da bolsa paulista recuou 1,92%, a 100.102,58 pontos, com praticamente todas as ações no vermelho

Economia|Do R7

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Volume financeiro da sessão somou R$ 15,08 bilhões
Volume financeiro da sessão somou R$ 15,08 bilhões

O principal índice da bolsa paulista fechou em forte queda nesta terça-feira (25), recuando para o patamar dos 100 mil pontos após bater recorde nas duas sessões anteriores, com o mercado repercutindo o discurso do presidente do Banco Central dos EUA, Jerome Powell, e permeado por ruídos políticos que incluíram julgamentos no STF de pedidos de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Ibovespa caiu 1,92%, a 100.102,58 pontos. Praticamente todas as ações do índice encerraram no vermelho, com exceção de JBS, que chegou a oscilar para terreno negativo. O volume financeiro da sessão somou R$ 15,08 bilhões.


O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que o banco central dos Estados Unidos está "isolado das pressões políticas de curto prazo" e afirmou que ele e seus colegas estão lutando para saber se a incerteza sobre o comércio e outras questões dão suporte para um corte de juros no país.

Bolsa desaba 2% após início de julgamento que pode libertar Lula


O discurso do Fed sobre o corte na taxa de juros "não é tão flexível quanto o mercado esperava", disse Eduardo Guimarães, especialista em investimentos da consultoria Levante, apontando que a queda da bolsa brasileira se acentuou após as declarações de Powell.

Há ainda a expectativa da escalada das tensões entre EUA e Irã, com o porta-voz do governo iraniano dizendo que as sanções norte-americanas contra o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, são um ataque contra o país.


Além do encontro do presidente chinês, Xi Jinping, com Donald Trump, na cúpula do G20. Segundo uma autoridade do governo norte-americano, o objetivo da reunião entre os presidentes é retomar as negociações comerciais, e existe uma boa chance de isso acontecer.

No cenário interno, o mercado segue aguardando o avanço da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara. Além disso, nesta terça-feira, as atenções se voltaram para a inesperada decisão do STF de julgar dois pedidos de liberdade apresentados pela defesa de Lula ainda nesta terça-feira. Antes de iniciar o julgamento, o ministro Gilmar Mendes chegou a propor ao colegiado que o ex-presidente respondesse ao processo em liberdade.


"A gente tenta separar o que é ruído e o que é sinal. É algo mínimo, a não ser que isso afete a dinâmica da previdência de alguma forma", disse Guimarães, da Levante.

Mais cedo, o mercado repercutiu a divulgação da ata da reunião do Copom, que indicou que o PIB deve ficar próximo da estabilidade no segundo trimestre. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o cenário da autoridade monetária é de retomada adiante de forma gradual.

Destaques

JBS ON avançou 0,5%, passando grande parte da sessão como único papel com tendência positiva do índice, de olho em atendimento ao crescimento da demanda do mercado chinês, cujo rebanho passa por impacto da crise de peste suína africana. 

ITAÚ UNIBANCO PN apoiou a tendência negativa do índice, fechando em queda de 1,25%. No setor, BRADESCO PN e BANCO DO BRASIL ON caíram 0,84% e 0,92%, respectivamente, e SANTANDER BR UNIT recuou 1,6%. As ações da B3 lideraram as quedas na sessão, recuando 5,1%. 

VALE ON desvalorizou-se 1,95%, refletindo o recuo no minério de ferro. O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa de Dalian fechou em queda de 1,2%, a 798,5 iuanes por tonelada.

PETROBRAS ON perdeu 3% e PETROBRAS PN caiu 2,6%, em meio aos planos do governo para abrir o mercado de gás no país e tensões internacionais entre os EUA e Irã.

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