Após três quedas seguidas, indicador de emprego futuro volta a crescer
A despeito da recuperação, o índice mantém-se em um patamar extremamente baixo, diz FGV
Economia|Do R7

O Indicador Antecedente de Emprego avançou 2,0% em abril contra o mês imediatamente anterior, para 66,2 pontos, na série com ajuste sazonal. O dado sucede uma sequência de três quedas, incluindo o recuo de 8,6% em março, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas).
A despeito da recuperação, o índice mantém-se em um patamar extremamente baixo em termos históricos, comparável ao período entre dezembro de 2008 e março de 2009, auge da crise internacional, destacou a instituição.
"A leve melhora na margem das condições de emprego para os próximos meses, registrada pelo IAEmp, pode ser entendida apenas como um repique nas expectativas sobre o mercado de trabalho, após três meses de recuo contínuo", avaliou o economista Rodrigo Leandro de Moura, pesquisador da FGV, em nota oficial.
Quatro dos sete componentes do Indicador Antecedente de Emprego avançaram em abril. As principais contribuições vieram da avaliação do consumidor sobre as possibilidades de se conseguir um emprego nos próximos meses (+10,8%), da percepção da situação dos negócios do setor de serviços para os próximos seis meses (+6,0%) e do indicador de emprego previsto no setor de serviços (+5,7%).
O Indicador Antecedente de Emprego é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.















