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Galípolo recebe presidente do BRB para tratar de ‘assuntos institucionais’

Reunião também teve a participação do diretor de Fiscalização do BC e da diretora de Controle e Riscos do BRB

Economia|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reuniu-se com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, para discutir "assuntos institucionais" em meio à reestruturação do banco após a crise com o Banco Master.
  • A reunião contou com a presença de Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do BC, e Ana Paula Teixeira de Sousa, diretora de Controle e Riscos do BRB, que monitora riscos e fraudes.
  • O BRB aguarda a conclusão das etapas para um pacote de socorro financeiro de R$ 6,6 bilhões, além de um aporte de R$ 2,2 bilhões do Governo do Distrito Federal.
  • O banco enfrenta dificuldades para melhorar a liquidez e concluir auditorias financeiras, enfrentando sanções do Banco Central enquanto aguarda a divulgação das demonstrações financeiras de 2025.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Encontro de Galípolo com Nelson Antônio de Souza ocorreu a portas fechadas Edilson Rodrigues/Agência Senado - Arquivo

Em meio ao processo de reestruturação da instituição financeira após a crise com o Banco Master, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, recebeu nesta segunda-feira (27) o presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza. O encontro ocorreu a portas fechadas, entre as 15h30 e as 16h30.

A reunião também teve a participação do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, e da diretora de Controle e Riscos do BRB, Ana Paula Teixeira de Sousa.


Segundo a agenda oficial de Galípolo, a reunião tratou de “assuntos institucionais”. O BRB não emitiu nenhum comunicado após o encontro.

Reunião reservada

A presença da diretora responsável pela área de Controle e Riscos do BRB ocorreu em um momento em que o banco aguarda a conclusão das etapas necessárias para viabilizar um pacote de socorro financeiro de R$ 6,6 bilhões.


A área comandada por Ana Paula Teixeira de Sousa é responsável por monitorar riscos operacionais, fiscalizar falhas e fraudes e acompanhar situações que possam comprometer a atuação do sistema financeiro.

Resgate pendente

No fim de junho, o Governo do Distrito Federal, controlador do BRB, firmou um acordo homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para viabilizar um resgate de R$ 6,6 bilhões destinado a cobrir parte das perdas atribuídas às operações realizadas com o Banco Master.


Além desse montante, o GDF deverá aportar R$ 2,2 bilhões em recursos próprios, após promover ajustes nas contas públicas e reduzir investimentos.

Apesar da homologação do acordo, a operação ainda depende da assinatura dos contratos com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), da formalização das contragarantias à União e da conclusão das auditorias financeiras do banco.


Complicações

As negociações para a liberação do empréstimo enfrentam complicações. Os bancos privados envolvidos na operação querem que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil concedam garantias para a operação, o que levaria os bancos federais a assumirem o risco de uma eventual inadimplência do BRB.

Além da demora no empréstimo, o BRB tem problemas para melhorar a liquidez, capacidade de vender ativos rapidamente pelo preço de valor. No último dia 17, o banco cancelou o acordo de R$ 15 bilhões com a gestora Quadra Capital.

O negócio previa a transferência de ativos ligados ao Banco Master, o pagamento parcial à vista e a criação de um fundo de investimento. Embora não ajude a ampliar o capital para a instituição, a operação faria o BRB trocar ativos com pouca liquidez do Master (como imóveis) por ativos líquidos. Isso porque o banco receberia parte dos R$ 15 bilhões à vista.

Balanço aguardado

Outro fator que mantém o processo em compasso de espera é a ausência da divulgação das demonstrações financeiras do BRB referentes ao exercício de 2025.

A apresentação do balanço foi estabelecida como uma das exigências para a efetivação do pacote de socorro, juntamente com a conclusão das auditorias independentes.

Enquanto o balanço não é divulgado, o BRB enfrenta sanções do Banco Central, como multas.

Agenda institucional

Esta não foi a primeira reunião entre integrantes do governo do Distrito Federal e a direção do Banco Central. No último dia 14, a governadora do DF, Celina Leão, participou de um encontro com Gabriel Galípolo e Nelson Antônio de Souza.

Na ocasião, a governadora classificou a reunião como “técnica” e não comentou o conteúdo das discussões.

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