Argentina afirma que "não é possível" negociar com fundos especulativos
Economia|Do R7
Buenos Aires, 1 jun (EFE).- O governo da Argentina considera que "não é possível entabular negociações neste momento" com os fundos de investimento que reivindicam bônus de dívida em moratória perante a Justiça de Nova York, segundo uma carta divulgada nesta segunda-feira pelo Ministério da Economia do país. A carta foi enviada por Carmine Boccuzzi, que representa legalmente o país sul-americano no litígio pela dívida perante o juizado de Thomas Griesa nos Estados Unidos. "Não é possível entabular negociações neste momento por ocasião da persistência dos litigantes em levar adiante condutas que afetam à República (Argentina) e pela falta de confiança em que seja o senhor quem supervisione um processo de negociação", afirma Boccuzzi na carta dirigida a Daniel Pollack, mediador designado por Griesa. Para a Argentina, "não será possível entabular nenhum diálogo sério" até que os litigantes "não cessem a fustigação" de parte dos fundos especulativos, entre os quais a carta enumera os "injustificados esforços de 'congelamento' contra bens diplomáticos" na França e na Bélgica, e desistam "de sua campanha midiática". Boccuzzi também faz insistência na rejeição da Argentina a Pollack como mediador, em quem o país sul-americano "não teve confiança em sua supervisão em nenhum processo de negociação", segundo a carta. "A posição da República se consolidou com a passagem do tempo, entre outras razões, por seu último comunicado de imprensa, emitido em fevereiro deste ano, onde revelou ao público geral informação confidencial sobre o estado das comunicações que existia entre as partes", acrescenta a carta. Em fevereiro, o Ministério da Economia argentino questionou Pollack por "tentar fazer parecer que a Argentina não quer negociar" no litígio vinculado à falta de pagamento de bônus soberanos. O país sul-americano trava uma batalha na Justiça de Nova York contra os fundos de investimento que adquiriram bônus após a moratória do final de 2001 e que não aderiram às reestruturações de dívida realizadas em 2005 e 2010. Desde o ano passado, uma decisão do juiz Griesa obriga à Argentina a pagar aos fundos especulativos US$ 1,3 bilhão, além de juros, enquanto mantém bloqueado o pagamento aos credores que aceitaram a reestruturação. EFE ayv/rsd















