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Argentina pede que empresários não se assustem com desvalorização do peso

Economia|Do R7

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Buenos Aires, 29 jul (EFE).- O governo argentino pediu nesta quarta-feira aos empresários que não se assustem e não afastem os investidores com o fantasma da desvalorização e garantiu que a depreciação do real e a queda das bolsas chinesas não significa que haverá alguma "mudança drástica" para a economia argentina. "É preciso sermos prudentes e não ter reações exageradas que tragam mais problemas em plena época eleitoral. Queremos transmitir tranquilidade aos argentinos. Não acontece nada na Argentina que precise de uma mudança drástica", apontou hoje o ministro da Economia, Axel Kicillof, durante uma entrevista ao canal televisivo "América". Kicillof pediu ao "clube dos desvalorizadores" -em referência aos empresários- que "não falem de um atraso cambial porque prejudica as pessoas" e garantiu que o "bombardeio de que o governo tem que fazer algo" é para "assustar". "Quando o povo se assusta, não investe. O investimento privado é muito volátil às expectativas, se pensarmos que vai haver desvalorização, que há atraso cambial e que o 'dólar blue' (preço da divisa no mercado negro) sobe... as pessoas ficam sem dinheiro", disse o ministro. O funcionário defendeu que a economia argentina não pode se guiar somente "pelo último resultado da bolsa chinesa", em referência aos maus números das bolsas de valores registradas nesta semana no país asiático -aliado estratégico para a Argentina-, com queda recorde desde 2007 na segunda-feira passada. Em referência à desvalorização do real, outro dos principais parceiros comerciais da Argentina, o ministro disse que é preciso "ser prudente", "porque se a moeda de um país se movimenta, isso não deve desvalorizar o peso argentino". Segundo o ministro, a Argentina está preparada para enfrentar estas crises com "estabilidade". Nas últimas semanas o preço do dólar no mercado negro subiu até os 15 pesos por unidade, segundo meios de comunicação locais, enquanto na praça oficial é de 9,18 pesos para a venda. Apesar disso, o governo insiste que trata-se de um mercado muito pequeno submetido a muita especulação e mantém estável a cotação oficial. EFE ngp/ff

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