Logo R7.com
RecordPlus

Arrecadação soma R$ 222,117 bi e tem maior resultado para fevereiro desde 2011

Resultado supera previsões do mercado, avança na comparação anual e reflete alta em consumo, serviços e crédito

Economia|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A arrecadação de impostos em fevereiro chegou a R$ 222,117 bilhões, superando previsões do mercado.
  • Este valor representa o melhor resultado para fevereiro desde 2011, com crescimento real de 5,68% em comparação ao ano anterior.
  • Aumentos na arrecadação de PIS/Pasep e Cofins, além da recuperação no setor de combustíveis, impulsionaram o resultado.
  • O primeiro bimestre de 2026 também apresentou crescimento, totalizando R$ 547,869 bilhões, com destaque para a Receita Previdenciária.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lateral de um prédio branco com uma placa azul pendura com o escrito "Receita Federal" em branco
Em janeiro, o total de arrecadação havia alcançado R$ 325,751 bilhões Reprodução/Record News/Arquivo

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, informou a Receita Federal nesta terça-feira (24). O valor superou a mediana das projeções do mercado, estimada em R$ 219 bilhões.

As previsões variavam entre R$ 210 bilhões e R$ 226,6 bilhões. Em janeiro, o total alcançou R$ 325,751 bilhões.


Na comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento real de 5,68%, após ajuste pela inflação. Segundo a Receita, trata-se do melhor resultado para meses de fevereiro desde 2011.

O desempenho teve impulso do aumento na arrecadação de PIS/Pasep e Cofins, com avanço de 8,45% e total de R$ 47,676 bilhões. O resultado acompanha a alta de 1,14% nas vendas do comércio e de 3,34% no setor de serviços entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025, além da recuperação no segmento de combustíveis.


A Receita Previdenciária atingiu R$ 60,528 bilhões, com crescimento real de 5,68%. O avanço reflete aumento de 3,89% na massa salarial e de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional voltada à previdência.

O IOF somou R$ 8,696 bilhões, com alta real de 35,73%. O resultado tem relação com operações de crédito e câmbio, especialmente saídas de moeda estrangeira, além de mudanças legais adotadas em junho de 2025.


Mudanças no Congresso

No fim do ano passado, o Congresso aprovou medidas com impacto na arrecadação, como aumento de alíquotas sobre fintechs, apostas online e juros sobre capital próprio, além de redução de benefícios fiscais.

No caso da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a cobrança sobre fintechs seguirá modelo gradual: passa de 9% para 12% até 2027 e chega a 15% a partir de 2028. Bancos pagam 20%, enquanto instituições financeiras não bancárias costumam ter carga efetiva maior devido à rentabilidade.


Acumulado do ano

No primeiro bimestre de 2026, a arrecadação totalizou R$ 547,869 bilhões, com crescimento real de 4,41% frente ao mesmo período de 2025. Segundo a Receita, é o melhor resultado desde 2011.

O avanço no período teve apoio da Receita Previdenciária, com R$ 124,432 bilhões e alta real de 5,58%.

PIS/Pasep e Cofins somaram R$ 104,073 bilhões, com crescimento de 6,19%. O desempenho acompanha aumento de 1,99% nas vendas e de 3,49% nos serviços na comparação entre o fim de 2025 e o início de 2026.

O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital alcançou R$ 26,385 bilhões, com alta real de 26,45%. O resultado reflete avanço na arrecadação sobre aplicações de renda fixa e juros sobre capital próprio.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.