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Assistências técnicas de SP trocam peça de aparelho sem necessidade

Avaliação da Proteste foi realizada com micro-ondas em dez empresas da capital paulista

Economia|Do R7

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A Proteste fez um teste em laboratório em que provocou a ruptura do fusível principal em dez fornos micro-ondas
A Proteste fez um teste em laboratório em que provocou a ruptura do fusível principal em dez fornos micro-ondas

A Associação de Consumidores Proteste fez um teste com dez assistências técnicas da cidade de São Paulo. A organização encontrou problemas graves. Entre eles, estabelecimentos declararam ter realizado serviços que não foram executados, ausência de nota fiscal, além disso, substituíram peças não certificadas e até mesmo desnecessárias ao conserto.

O estudo foi feito em abril deste ano e divulgado nesta segunda-feira (28). 


Na avaliação, a Proteste provocou a ruptura do fusível principal em dez fornos micro-ondas. Após cada conserto, o aparelho voltava para o laboratório para avaliar o que havia sido trocado.

As seguintes empresas autorizadas foram avaliadas: Tecbras, Multicenter, Electrolux do Brasil, Eletrotécnica Makoto e Eletrônica Assaí. E entre as especializadas:Plustec, Eletrônica Campo Belo, Leader Net Serviçe, Alv Aguilar e Servilar.


A Proteste determinou que um período de uma semana, ou cinco dias úteis, era aceitável para a resolução do conserto do eletrodoméstico, já que se tratava de um problema simples. Neste quesito, se mostraram eficientes as autorizadas Tecbras e Electrolux do Brasil, e as não autorizadas Plustec e Eletrônica Campo Belo. Esssas fizeram o serviço de identificação e reparação do defeito no mesmo dia.

No entanto, segundo a Associação de Consumidores, três empresas, as não autorizadas Alv Aguilar e Servilar, e a autorizada Eletrônica Assaí, não identificaram corretamente o problema do produto e substituíram peças desnecessárias ao reparo.


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Já a autorizada Assaí e as não autorizadas Leader Net Service, Alv Aguiar e Servilar teriam informado ter feito um serviço que não foi executado. O estudo também aponta que a mudança de um fusível queimado por um sem certificação teria sido feita pela Eletrotécnica Makoto, Leader Net Service, também a Servilar e a Eletrônica Campo Belo. A Proteste alerta que isto pode causar danos ao aparelho.


Nota fiscal

O levantamento também mostrou que Electrolux do Brasil e Eletrotécnica Makoto respeitaram as exigências legais na nota fiscal. Mas a associação ainda faz uma ressalva de que a Eletrolux do Brasil ignorou dados extras que são úteis, como a identificação do aparelho. No entanto, as não autorizadas Plustec, Servilar, ALV Aguilar e Eletrônica Campo Belo entregaram apenas um recibo de pagamento, sem valor fiscal, ou o certificado de garantia. 

Ainda segundo a Proteste, a autorizada Eletrônica Assaí e as não autorizadas Leader Net Service, ALV Aguilar e Servilar chegaram a afirmar ter realizado o serviço, mas não executaram. Em contrapartida, todas as assistências ofereceram garantia legal de 90 dias para prestação de serviços e de produtos duráveis, como determina o Código de Defesa do Consumidor. As assistências pesquisadas também apresentaram um orçamento e respeitaram a autorização do consumidor antes de iniciar o serviço.

De acordo com a Associação dos Consumidores, as empresas precisam acompanhar mais de perto o trabalho de suas oficinas autorizadas, pois elas podem denegrir a imagem das indústrias que representam.

A associação encaminhou o estudo à Secretaria Estadual da Fazenda-SP para apurar o crime de sonegação fiscal. O levantamento também foi enviado ao Procon São Paulo e ao DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania).

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A reportagem conseguiu falar com algumas empresas citadas até a publicação desta matéria. A Servilar informou que desconhecia o estudo recente e que o último levantamento que a Proteste fez no estabelecimento foi em 16 de maio de 2007.

A Eletrônica Assaí também informou que desconhecia o estudo e também o resultado dele, assim como a Eletrônica Campo Belo. A reportagem não conseguiu contato com as outras empresas citadas.

Em resposta, a Associação dos Consumdores Proteste informou que, no caso deste estudo, as empresas não foram comunicadas do resultado. 

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