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‘Pix americano’? Entenda as principais diferenças entre o Zelle e o sistema brasileiro

A ferramenta, que permite transferências instantâneas, é fruto de iniciativa privada e opera de forma menos centralizada

Economia|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos exclusivo do Brasil, que se popularizou pela simplicidade nas transferências financeiras.
  • O Zelle, sistema americano semelhante ao Pix, foi criado por um consórcio de grandes bancos privados e também permite pagamentos instantâneos 24/7.
  • O ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu que o Brasil negocie com os EUA sobre o que chamou de "Pix americano".
  • Os EUA propuseram uma taxa sobre a importação de produtos do Brasil, alegando concorrência desleal devido ao Pix.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As duas ferramentas foram criadas para transferir dinheiro de forma simplificada Divulgação/Instagram/Zelle/Banco Central

O debate sobre o Pix ganhou força nos últimos dias após os Estados Unidos proporem uma taxa sobre a importação de produtos do Brasil sob a alegação de que o meio de pagamento representa uma concorrência desleal a empresas americanas.

Exclusivo do Brasil, o mecanismo de pagamentos instantâneos rapidamente se popularizou no país pela simplicidade nas transferências financeiras, um modelo que também serve de base para plataformas internacionais, como o sistema americano Zelle.


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Criado por meio de um consórcio de grandes bancos privados (Early Warning Services), o Zelle opera sobre a mesma logística do Pix: possibilita pagamentos instantâneos, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A similaridade entre os dois sistemas de pagamento foi, inclusive, apontada pelo ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que sugeriu na quarta-feira (3), durante entrevista para uma rádio, que o Brasil pode “ir para a mesa de negociação” com os EUA sobre o que chamou de “o Pix americano”.

Diferenças entre o Pix e o Zelle

  • Centralização vs. iniciativa privada: o Pix é um sistema estatal. O Banco Central obriga a maioria das instituições financeiras a adotá-lo, o que unificou o mercado. Já o Zelle pertence a uma empresa privada fundada por grandes bancos americanos (como Chase, Bank of America e Wells Fargo). Ou seja, caso o banco não seja parceiro do Zelle, o usuário deverá usar um aplicativo separado com funções mais limitadas;
  • Flexibilidade das chaves: no Pix, é possível usar uma chave aleatória se a pessoa não quiser compartilhar dados pessoais. No Zelle, é necessário usar o número de telefone ou email cadastrado no banco;
  • Comércio e pagamentos: o Pix foi desenhado para substituir o dinheiro físico e o cartão de débito. Sendo assim, é possível pagar desde o vendedor ambulante na praia até compras grandes online via QR Code. O Zelle foi feito primordialmente para transferir dinheiro entre amigos e familiares (dividir a conta do restaurante, pagar o aluguel para o proprietário), embora algumas pequenas empresas já o aceitem;
  • Acessibilidade: praticamente qualquer pessoa com uma conta digital ou bancária no Brasil tem acesso ao Pix. Nos EUA, o sistema bancário é mais fragmentado, e muitas contas ainda dependem de métodos antigos, como cheques ou cartões de débito/crédito, para transferências cotidianas.
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