Auditores da Receita Federal responsabilizam Haddad por greve
Em nota, Unafisco afirma que postura de ministro teria alimentado ‘revolta’ dos auditores fiscais
Economia|Do R7, em Brasília
A Unafisco Nacional, entidade que representa auditores fiscais da Receita Federal, corresponsabilizou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pela greve dos auditores. Em nota, a associação afirma que o chefe da equipe econômica do governo priorizou outras áreas e ignorou demandas da Receita.
Segundo a Unafisco, a postura de Haddad teria alimentado a “revolta” dos auditores fiscais.
“A Procuradoria da Fazenda Nacional, subordinada ao mesmo ministério, recebeu reajustes salariais de 19% para os próximos dois anos, enquanto os auditores tiveram seu vencimento básico congelado. Esse tratamento desigual foi a gota d'água para a greve, já que os auditores consideram seu trabalho tão estratégico quanto o da PFN”, informou o documento.
No texto, a Unafisco lembra que a greve, que teve início em novembro, é a segunda em menos de um ano.
A associação também afirma que os delegados das principais regiões administrativas da Receita Federal aderiram à paralisação, impactando 80% do comércio exterior.
“Delegados e auditores adjuntos das 8ª (São Paulo), 7ª (Rio de Janeiro e Espírito Santo) e 6ª (Minas Gerais) Administrações Regionais da RFB notificaram formalmente os superintendentes sobre a suspensão de atividades críticas. Em cartas, afirmaram que entraram em modo de obrigações funcionais mínimas”, informou a Unafisco.
A nota diz ainda que a greve evidencia uma crise de governança na Receita. A Unafisco afirma que, em 2024, uma paralisação similar causou perdas de R$ 3 bilhões em seis meses.