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Balança comercial brasileira tem maior superávit para agosto em dois anos, com queda de importações

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - A balança comercial brasileira registrou superávit de 3,284 bilhões de dólares em agosto, melhor saldo para o período desde 2017, informou o Ministério da Economia nesta segunda-feira, num mês em que as importações caíram mais que as exportações. O dado veio em linha com expectativa de um saldo positivo de 3,2 bilhões de dólares, conforme pesquisa Reuters com analistas.

Em agosto, as exportações tiveram um recuo de 8,5% sobre igual mês do ano passado, pela média diária, a 18,853 bilhões de dólares.

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Já as importações tiveram uma retração maior, de 13,3% na mesma base de comparação, a 15,569 bilhões de dólares. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a balança comercial ficou positiva em 31,759 bilhões de dólares, retração de 12,9% sobre igual período do ano passado, também pelo critério da média diária. Para o resultado consolidado do ano, a expectativa de analistas ouvidos pelo Banco Central na mais recente pesquisa Focus é de um saldo positivo de 52,35 bilhões de dólares nas trocas comerciais, abaixo do superávit de 58,03 bilhões de dólares de 2018.

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DESTAQUES

Em agosto, as exportações foram afetadas pelo desempenho dos produtos manufaturados, cujas vendas caíram 25,8% sobre igual mês do ano passado.

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De acordo com o Ministério da Economia, houve diminuição principalmente nas exportações de automóveis de passageiros (-47,7%, a 253 milhões de dólares), aviões (-23,6%, a 180 milhões de dólares) e motores para veículos e partes (-23,7%, a 166 milhões de dólares).

Em contrapartida, as exportações de semimanufaturados e de básicos subiram 14,4% e 2,5%, respectivamente, em agosto sobre um ano antes.

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Já na ponta das importações, os resultados vieram negativos de maneira geral, com queda em agosto nas compras de bens de capital (-35%), combustíveis e lubrificantes (-34%), bens de consumo (-7%) e bens intermediários (-2%).

Em relação aos bens de capital, a retração foi puxada por menores importações de plataformas de perfuração/exploração.

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(Por Marcela Ayres)

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