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Balanço do BB no 3º tri desagrada analistas, que preveem piora à frente

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil apresentou um resultado misto no terceiro trimestre, deixando analistas preocupados com a piora da qualidade da carteira de crédito e queda da rentabilidade, o que ofuscou o controle de custos e maiores receitas com tarifas.

"Não gostamos do balanço do terceiro trimestre, tanto do ponto de vista do lucro quanto do qualitativo", resumiram os analistas Francisco Kops e Olavo Arthuzo, do J.Safra, em relatório, destacando a piora nos indicadores de inadimplência especialmente nas operações com empresas.

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Maior banco do país em ativos, o BB divulgou logo cedo lucro ajustado abaixo da previsão média do mercado, principalmente devido a um salto de 40 por cento nas provisões para perdas com calotes, após o índice de inadimplência ter subido nas comparações sequencial e anual.

Analistas foram unânimes em pontuar que pior que isso foi a deterioração pronunciada dos chamados indicadores antecedentes, como os de atrasos nos pagamentos acima de 15 e de 60 dias.

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"A deterioração acentuada da inadimplência de curto prazo sugere que a piora da qualidade dos ativos deve durar muito tempo", afirmaram analistas do Credit Suisse liderados por Marcelo Teles, reforçando a recomendação de 'underperform' (abaixo da média do mercado) para as ações do banco.

Isso, num momento em que a participação de setores bastante enfraquecidos financeiramente, como petróleo, energia elétrica e siderurgia, aumentou na carteira de crédito do BB na comparação com setembro do ano passado.

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O aumento da concentração da carteira foi notada pelos analistas Thiago Batista, Guilherme Costa e Alexandre Spada, do Itaú BBA, os quais alertaram que os resultados abaixo do esperado no trimestre podem levá-los a reduzir as estimativas para o banco.

Durante entrevista a jornalistas, o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do BB, José Mauricio Pereira Coelho, disse que o banco prevê manter níveis de inadimplência em patamares consistentemente abaixo da média do mercado, mas trajetória similar.

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Os comentários, no entanto, aparentemente não acalmaram analistas, alguns deles já prevendo possíveis desdobramentos de uma piora adicional da carteira de crédito.

"A rentabilidade baixa --que pode se estender para os próximos trimestres dado o cenário-- pode levantar temores sobre necessidade de capital", escreveram os analistas Eduardo Rosman e Gustavo Lobo, do BTG Pactual.

Junto com os resultados, o BB reduziu a previsão de rentabilidade anualizada sobre o patrimônio em 2015, da faixa de 14 a 17 por cento para a de 13 a 16 por cento. Ao mesmo tempo, o capital principal, parcela mais importante do capital de nível 1, caiu 0,6 ponto percentual na passagem do segundo para o terceiro trimestre, a 8,1 por cento.

Às 15h34, a ação do BB tinha queda de 0,64 por cento, enquanto o Ibovespa cedia 0,4 por cento.

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(Por Aluisio Alves; Reportagem adicional de Paula Arend Laier)

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