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BC avalia interligar o Pix a sistemas estrangeiros em meio a ataques dos EUA

Medida visa reduzir custos de compras e envios ao exterior, além de ampliar a transparência de transferências globais

Economia|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Banco Central está considerando interligar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países para aumentar a eficiência e reduzir custos de transações.
  • A iniciativa surge em meio a ataques dos EUA, que aplicaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais.
  • A interligação pode ocorrer por meio de conexões bilaterais ou hubs multilaterais, permitindo remessas internacionais rápidas.
  • O BC destaca que essa medida poderia diminuir tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência das transações internacionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para o governo Trump, o Pix se enquadra no que os EUA classificam como 'práticas comerciais desleais' Bruno Peres/Agência Brasil - Arquivo

O Banco Central afirmou nesta segunda-feira (10) que avalia interligar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países. A iniciativa geraria maior eficiência e menor custo de transações, em meio a recentes ataques do governo dos Estados Unidos contra o modelo brasileiro.

A medida seria um passo adicional em relação ao monitoramento já feito atualmente pelo BC de transações feitas com Pix em outros países a partir de parcerias entre instituições financeiras privadas do Brasil e estrangeiras.


“Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em ‘hubs’ multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, afirmou a autarquia, em relatório de gestão do Pix.

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No último documento referente ao assunto, publicado em 2023, a autoridade monetária afirmava apenas que o Pix poderia “permitir, no futuro, a integração com sistemas de pagamentos instantâneos internacionais”, sem entrar em detalhes.


Alvo dos EUA

O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos entrou no radar dos Estados Unidos, que, em julho, aplicaram uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. A justificativa do governo Trump foi combater o que chamou de “práticas comerciais desleais”, entre elas, o Pix.

No relatório desta segunda-feira, o BC argumentou que a interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência de transações entre países.

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