Logo R7.com
RecordPlus

BC confirma expectativas e reduz a taxa básica de juros ao menor patamar desde outubro de 2014

Decisão unânime do Copom cortou a Selic em 1 ponto percentual, para 11,25% ao ano

Economia|Do R7

  • Google News
Corte de 1 ponto percentual da Selic não era visto no cenário econômico brasileiro desde abril de 2009
Corte de 1 ponto percentual da Selic não era visto no cenário econômico brasileiro desde abril de 2009

O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), decidiu nesta quarta-feira (12), após dois dias de reuniões, cortar a taxa básica de juros em 1 ponto percentual. Com a quinta redução seguida, a Selic chegou a 11,25% ao ano, menor patamar desde outubro de 2014.

A sequência de cinco baixas consecutivas da Selic não era vista na economia nacional desde outubro de 2012, quando a taxa chegou ao patamar de 7,25% ao ano após o processo de 10 cortes seguidos, iniciado em agosto de 2011, quando a taxa figurava em 12,5% ao ano.


O corte de 1 ponto percentual como o realizado nesta quarta-feira não era visto no cenário econômico brasileiro desde abril de 2009, quando a taxa básica caiu de 11,25% para 10,25% ao ano.

O veredito de reduzir novamente a Selic foi tomada por unanimidade após dois dias de reuniões. Além do presidente do BC, Ilan Goldfajn, votaram a favor do corte Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.


Em nota emitida após o fim do encontro, o Copom afirma que o conjunto dos indicadores de atividade econômica "permanece compatível com estabilização da economia no curto prazo". De acordo com o grupo, a evidência "sugere uma retomada gradual da atividade econômica ao longo de 2017".

A inflação favorável também pesou para o corte de 1 ponto percentual. Segundo a nota do BC, "o processo de desinflação se difundiu e houve consolidação da desinflação nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária". Na avaliação do Copom, "a desinflação dos preços de alimentos constitui choque de oferta favorável".


As seguidas reduções da Selic sinalizam que a economia brasileira está voltando à estabilidade após a crise que atravessou o País. Agora, o BC divulga a ata da reunião na terça-feira da semana que vem (18), com as explicações detalhadas sobre o que motivou a decisão.

Taxa básica


A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%. Isso acontece porque os juros mais altos fazem o crédito ficar mais caro, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

A Selic só influencia o rendimento da poupança quando é igual ou inferior a 8,5% ao ano. Ou seja, com a taxa a 11,25% ao ano vale mais a pena buscar alternativas mais atrativas de investimento.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.