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BC decide pela manutenção da taxa básica de juros pela 6ª vez seguida

Em decisão unânime, Copom optou por deixar a Selic no patamar de 14,25% ao ano 

Economia|Do R7

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Taxa Selic é utilizada para definir os juros das operações de crédito
Taxa Selic é utilizada para definir os juros das operações de crédito

O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), optou mais uma vez pela manutenção da taxa básica de juros. Trata-se da sexta vez seguida que o órgão mantém a Selic fixada no atual patamar de 14,25% ao ano.

A última alteração na taxa foi sinalizada na reunião do mês de julho do ano passado, quando o Copom decidiu elevar a Selic em 0,5 ponto percentual, de 13,75% para 14,25% ao ano, fazendo a taxa chegar ao maior valor desde agosto de 2006.


A decisão, firmada após dois dias de reuniões, foi divulgada nesta quarta-feira (27) e, diferentemente do ocorrido no último encontro do grupo, foi unânime. Foram favoráveis à manutenção o presidente do BC, Alexandre Tombine, e os diretores Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon.

Em comunicado, o Copom afirma que “reconhece os avanços na política de combate à inflação, em especial a contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços relativos”. No entanto, o grupo considera a manutenção da taxa em um patamar alto em função do “nível elevado da inflação em doze meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para flexibilização da política monetária”.


A permanência da Selic nos atuais 14,25% já era esperada pelo mercado, segundo informações do último relatório Focus, publicado na última segunda-feira (25).

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De acordo com o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira, mesmo que a decisão do Copom fosse pela elevação da taxa, traria pouco impacto nas taxas de juros das operações de crédito.

— Considerando todas as elevações ocorridas desde março de 2013, quando o Banco Central começou a elevar a taxa básica de juros, as mesmas já causaram grande impacto nas taxas de juros das operações de crédito, uma vez que foram elevadas a patamares bem superiores a elevação da Selic.


Selic

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa também serve como um dos instrumentos da economia para manter a inflação de preços controlada, próxima da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%. O controle acontece porque os juros mais altos fazem o crédito ficar mais caro, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

A Selic só influencia o rendimento da poupança quando é igual ou inferior a 8,5% ao ano. Ou seja, com a taxa no patamar atual, vale mais a pena buscar alternativas mais atrativas de investimento.

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