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BC diz que Brasil continuará respondendo a desafios de "forma clássica" após rebaixamento

Economia|Do R7

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SÃO PAULO, 25 Mar (Reuters) - O Banco Central afirmou nesta terça-feira que o Brasil tem respondido e continuará respondendo "de forma clássica e robusta" aos desafios apresentados pelo quadro internacional, independentemente da avaliação da agência de classificação Standard & Poor's, que cortou o rating brasileiro na véspera.

Em nota, o BC destacou que essa resposta combina "austeridade na condução da politica macroeconômica, flexibilidade cambial e utilização dos colchões de proteção acumulados ao longo do tempo (reservas de liquidez) para suavizar os movimentos nos preços dos ativos."

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Na segunda-feira, a S&P cortou a nota da dívida brasileira para "BBB-", a faixa mais baixa da categoria de grau de investimento, ante "BBB", com perspectiva estável.

A agência argumentou que o movimento se deu pela "combinação da deterioração fiscal, a perspectiva de que a execução fiscal continuará fraca diante de um baixo crescimento nos próximos anos, de uma capacidade reduzida para ajustar suas políticas antes das eleições presidenciais, e do ligeiro enfraquecimento das contas externas do Brasil".

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O BC ainda afirmou que o Brasil tem capacidade de atravessar a nova fase de normalização das condições financeiras globais com segurança, e destacou que o Brasil vem recebendo fluxos de capital nos últimos meses, que refletem em grande parte as políticas em curso.

"A qualidade das políticas em vigor deve manter o País bem preparado para o novo cenário internacional que se desenha", completou o BC.

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VULNERABILIDADE

Na semana passada, o presidente do BC, Alexandre Tombini, já havia defendido que o país tem fundamentos sólidos, como elevadas reservas internacionais, ao participar de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado.

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"Com todos esses sólidos fundamentos, não há que se falar em fragilidade ou vulnerabilidade da economia brasileira", afirmou ele na ocasião, já falando que o Brasil responde de "forma clássica, técnica" à transição na economia mundial. Ele reforçou que a política monetária está sendo apertada para fazer a inflação convergir para a trajetória de metas e que o câmbio flutuante é a "primeira linha de defesa contra choques externos".

Ele também vem ressaltando as entradas líquidas de recursos no país para afirmar que a economia brasileira continua sólida. Só em março, até o dia 20, O Brasil registrou entrada líquida de moeda estrangeira no valor de 5,095 bilhões de dólares.

De olho na retomada da confiança, o governo anunciou nova meta de superávit primário para 2014 de 99 bilhões de reais, equivalente a 1,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estados).

(Por Camila Moreira)

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