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BC do Japão descarta alta dos juros em breve e alerta para riscos financeiros e ao crescimento

Economia|Do R7

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Por Leika Kihara e Tetsushi Kajimoto

TÓQUIO (Reuters) - O presidente do banco central do Japão descartou nesta quarta-feira uma alta dos juros no curto prazo em meio a riscos das disputas comerciais globais, mas também fez um firme alerta sobre as vulnerabilidades no sistema financeiro devido a anos de política monetária frouxa.

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Nesta quarta-feira, o Banco do Japão manteve sua política monetária, como esperado, e reduziu as estimativas de inflação.

Em declarações após a decisão, o presidente Haruhiko Kuroda afirmou que o banco central está pronto para lidar com ameaças ao crescimento do Japão provenientes da intensificação dos atritos comerciais entre China e EUA através de medidas de afrouxamento monetário, incluindo cortes de juros ou aumento das compras de ativos, se necessário.

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"É verdade que há riscos de baixa para o cenário e a maioria é provocado por fatores externos. Se esses riscos tiverem um grande impacto sobre a economia do Japão, os preços e os mercados, nós vamos é claro adotar ações de política monetária", disse Kuroda.

Mas o Banco do Japão emitiu um alerta ligeiramente mais forte sobre as vulnerabilidades financeiras em relação a três meses atrás, refletindo as crescentes preocupações de que anos de juros ultrabaixos estejam afetando os lucros dos bancos e possam desencorajá-los de aumentar os empréstimos.

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Em outro sinal de que o banco central está mais ciente dos deméritos de sua política, ele anunciou nesta quarta-feira mudanças a suas operações de compra de títulos para reanimar um mercado com liquidez enfraquecida pelo forte envolvimento do banco central.

Entretanto, Kuroda enfatizou que o Banco do Japão não vai elevar os juros para dar um alívio às instituições financeiras.

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"Não temos absolutamente nenhum plano de mudar nossa meta de zero por cento para os rendimentos dos títulos de 10 anos", disse ele.

Em sua decisão desta quarta-feira, o banco central manteve a meta para os juros de curto prazo em -0,1 por cento e a meta de rendimento de longo prazo em torno de 0 por cento.

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