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BC vê inflação menor em 2017 e cenário de corte mais intenso na taxa de juros

Autoridade monetária prevê inflação de 4% no ano que vem e de 4,5% para 2018

Economia|Do R7

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Desde que iniciou o ciclo de afrouxamento dos juros, o BC já reduziu a Selic em 2 pontos percentuais
Desde que iniciou o ciclo de afrouxamento dos juros, o BC já reduziu a Selic em 2 pontos percentuais

O BC (Banco Central) passou a ver inflação mais baixa em 2017, ainda mais abaixo do centro da meta oficial, e também deixou claro que vai fazer uma "intensificação moderada" no ritmo de corte dos juros básicos diante da desinflação mais difundida.

"A consolidação do cenário de desinflação mais difundida, que abrange os componentes da inflação mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, fortalece a possibilidade de uma intensificação moderada do ritmo de flexibilização da política monetária, em relação ao ritmo imprimido nas duas últimas reuniões do Copom", informou BC nesta quinta-feira (30) ao publicar seu Relatório Trimestral de Inflação.


Desde que iniciou o ciclo de afrouxamento, em outubro do ano passado, o BC já reduziu a Selic em 2 pontos percentuais, aos atuais 12,25% ao ano. Foram dois cortes iniciais de 0,25 ponto percentual e depois dois de 0,75 ponto.

Juros, inflação, dólar, PIB: como esses indicadores podem afetar o seu bolso em 2017?


"Essa 'intensificação moderada' sinaliza que ele (BC) provavelmente está pensando num corte de 1 ponto, e não em 1,25 ponto (em abril)", afirmou a economista-chefe da consultoria Rosenberg, Thais Zara, referindo-se ao próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC.

O BC também destacou a importância de 2019 para a condução da política monetária ao assinalar que "a extensão do ciclo de flexibilização monetária, inclusive as taxas vigentes ao longo de 2018, dependerá das projeções e expectativas de inflação para 2019, mas também das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira".


Diante de dados favoráveis para a inflação e do cenário de ancoragem das expectativas, o mercado passou a esperar que o BC irá acelerar o ritmo de corte da Selic a 1 ponto já em abril.

No relatório de inflação, o BC previu alta de 4% do IPCA em 2017 pelo cenário de mercado, abaixo dos 4,2% em fevereiro e do centro da meta oficial, de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2018, seguiu projetando avanço de 4,5% e, para o primeiro trimestre de 2019, a expectativa é de o IPCA subindo 4,6% em 12 meses.


Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo BC com uma centena de economistas todas as semanas, a perspectiva para a inflação em 2017 caiu pela terceira semana seguida, a 4,12%.

O BC também piorou sua perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, com expansão de 0,5%, contra 0,8% antes, diante do nível ainda elevado de ociosidade, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego.

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