Blatter diz que Catar é "receptivo" em relação aos problemas de imigrantes
Economia|Do R7
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, tentou colocar panos quentes na polêmica das denúncias de trabalho escravo no Catar ao declarar neste sábado que o país árabe é "receptivo" em relação aos problemas aos imigrantes que trabalham nas obras da Copa do Mundo de 2022.
"Eles tem consciência de que alguns problemas existe. São receptivos e já reagiram sobre o assunto. Não somos responsáveis pelas leis (do país), mas ficamos satisfeitos ao observar que essas leis serão emendadas", declarou o dirigente depois de um encontro em Doha com o novo emir Tamim Ben Hamad Al-Thani, e o primeiro ministro Abdallah Ben Nasser Al-Thani.
Um relatório da ONG apontou no mês passado que entre 4.000 e 4.400 pessoas vivem como escravos no Catar, em uma população de dois milhões, reforçando a denúncia feita pelo jornal britânico The Times em setembro.
"Não existe a menor dúvida quanto ao fato que a Copa do Mundo de 2022 será organizada no Catar, esta decisão é irreversível", sentenciou Blatter.
O Catar venceu a disputa para sediar o Mundial em 2010, em eleição marcada por suspeitas de corrupção.
Blatter abordou outro tema que vem dando o que falar: o calor de 50 graus que costuma fazer no país no verão (boreal), época prevista para a realização da Copa.
"O Catar quer e é capaz de organizar o Mundial em julho, mas se puder ser em outra época seria melhor", explicou o suíço, que admitiu em julho a possibilidade da competição ser disputada no inverno, quando as temperaturas estão mais amenas.
O dirigente salientou que se isso acontecer, a Copa deverá ser realizada no fim do ano de 2014, e não no início.
"O Mundial não será disputado em janeiro ou fevereiro. Isso não seria possível, porque bateria de frente com as Olimpíadas de Inverno. Não posso adiantar as datas, mas seria lógico que acontecesse no fim do ano, em novembro e dezembro", completou.
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