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BNDES financiou R$ 6,7 bi em projetos de energia da cana

Economia|Do R7

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi um dos principais financiadores de projetos de cogeração de energia usando o bagaço da cana. Mas os desembolsos minguaram nos últimos anos, à medida que as usinas entraram em crise.

Entre 2008 e 2013, o banco financiou quase R$ 6,7 bilhões em projetos de cogeração. No ano passado, o banco desembolsou R$ 200 milhões para projetos de usinas que já estavam em andamento. O banco chegou a desembolsar quase dez vez mais durante o auge dos investimentos do setor.

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Segundo Artur Yabe Milanez, gerente do Departamento de Biocombustível do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os projetos de cogeração foram crescendo a reboque do movimento de expansão das usinas, que teve seu auge entre 2003 e 2007, estimulados pela frota de carros flex no País.

Expectativa futura

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A expectativa é de que o potencial dos investimentos das usinas em cogeração atinja cerca de R$ 1,4 bilhão até 2018, com base nos 11 projetos apresentados no leilão de energia A-5 no ano passado. Deste total, se for realmente efetivado, o BNDES poderá financiar até metade desse valor.

O Grupo São Martinho, que está entre os cinco maiores do País, é considerada exceção nesse cenário desanimador, ao inaugurar no ano passado um projeto de cogeração em sua unidade instalada em São Paulo. O preço médio na safra 2013/14 dos preços contratados em leilão ficou entre R$ 230 e R$ 250. No mercado livre, o preço está em cerca de R$ 820.

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Segundo Fábio Venturelli, CEO do grupo, as usinas do setor só investem em projetos de cogeração quando ele se paga. "Ninguém investe no escuro."

Reforma

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Segundo Zilmar José de Souza, consultor de bioeletricidade da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), o setor conta com 200 usinas que poderiam passar por reforma e se tornarem exportadoras de energia para o sistema elétrico.

Para isso, os preços-tetos praticados nos leilões de 2014 precisam ser melhores que os do último A-5, realizado no dia 13 de dezembro, que foi de R$ 144 por MWh. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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