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Bolsa cai e fica abaixo dos 100 mil pontos pela 1ª vez em um mês

Queda de 0,59% do Ibovespa foi guiada pelo ceticismo sobre o desfecho das negociações comerciais entre Estados Unidos e China

Economia|Do R7

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Ibovespa termina o dia com 99.981,40 pontos
Ibovespa termina o dia com 99.981,40 pontos

O Ibovespa fechou abaixo dos 100 mil pontos pela primeira vez em mais de um mês nesta terça-feira (8), com um pano de fundo um cenário negativo no exterior marcado por ceticismo sobre o desfecho das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, previstas para esta semana.

Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa caiu 0,59%, a 99.981,40 pontos, após sessão volátil, tendo oscilado da mínima de 99.867,59 pontos à máxima de 101.296,28 pontos. O Ibovespa não fechava abaixo dos 100 mil pontos desde 3 de setembro. O volume financeiro somou R$ 14,29 bilhões.

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Leia mais: Número de investidores na Bolsa ultrapassa o de presidiários

Investidores começaram a sessão com a notícia de que os EUA incluíram importantes startups de inteligência artificial chinesas em lista de sanções, o que desagradou Pequim, além de declaração da véspera do presidente Donald Trump, de que ele não ficará satisfeito com um acordo parcial.

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Também pesou notícia do China Morning Post de que Pequim reduziu as expectativas antes das negociações programadas para quinta-feira entre o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

"A economia global ainda está assombrada pelo aumento das incertezas para os próximos anos", observou a equipe do BTG Pactual em nota a clientes, destacando que os mercados seguem atentos e com elevada volatilidade em razão de novas preocupações relacionadas a guerra comercial EUA-China.

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A pauta da terça-feira ainda contou com fala do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, que sinalizou uma abertura para novos cortes de juros em meio aos riscos econômicos globais e disse que o momento de permitir que a carteira de ativos do Fed comece a se expandir novamente "está chegando".

Na visão do BTG Pactual, os ativos brasileiros continuam acompanhando de perto o movimento do exterior, além da ansiedade com o andamento das reformas, acrescentando ser difícil definir uma tendência com a volatilidade em níveis considerados preocupantes.

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"Vemos os investidores com muito mais cautela...porém são estes momentos que também geram oportunidade de bons negócios", observou a equipe do BTG em nota distribuída pela área de gestão do banco.

O aumento da aversão a risco externo com receios sobre o ritmo de crescimento global fez a bolsa brasileira começar outubro com forte saída líquida de capital externo das negociações no mercado secundário, que já alcança 6 bilhões de reais até o dia 4.

Na cena doméstica, a equipe da XP Investimentos também observa alguma preocupação quanto à evolução das reformas no Brasil, citando entre os fatores as discussões sobre a divisão entre Estados e municípios de parte dos recursos de megaleilão de áreas de petróleo previsto para novembro.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), afirmaram que as negociações avançaram na Câmara. Se fechado um acordo sobre o tema, a reforma da Previdência poderia ser votada na penúltima semana do mês.

O presidente-executivo da BNP Paribas Asset Management Brasil, Luiz Sorge, destacou que o Brasil tem feito a 'lição de casa', mas precisa continuar o trabalho a fim de se destacar em relação a outros mercados emergentes em momentos nos quais o mundo está sofrendo um pouco.

Destaques

• BRADESCO PN fechou com oscilação negativa de 0,09%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN desvalorizou-se 0,43%, em sessão sem viés único no setor no Ibovespa, com BANCO DO BRASIL ON recuando 1,8%, mas BANCO BTG PACTUAL UNIT avançando 2%. SANTANDER BRASIL UNIT terminou em baixa de 0,16%.

• ELETROBRAS ON ganhou 0,56% e ELETROBRAS PNB caiu 1,3%. A elétrica de controle estatal informou na véspera que discute com sua controladora a possibilidade de capitalização de AFACs (Adiantamentos para Futuros Aumentos de Capital) no valor de cerca de R$ 3,9 bilhões, feitos à empresa pela própria União nos últimos anos.

• VALE ON caiu 1,6%, apesar da alta dos contratos futuros de minério de ferro na China, pressionando o Ibovespa, em movimento alinhado ao comportamento de ações de mineradoras na Europa. Também o setor siderúrgico acompanhou pares no exterior, com CSN ON cedendo 4,3%, USIMINAS PNA perdendo 0,8% e GERDAU PN recuando 1,8%.

• KROTON ON fechou em baixa de 3,7%, um dia após encontro com analistas e investidores, quando anunciou criação de holding para supervisionar quatro empresas focadas no ensino superior e no ensino fundamental e médio, como parte de uma ampla remodelação organizacional. Analistas do UBS afirmaram que a companhia anunciou várias mudanças que os deixaram com uma visão positiva, mas que precisam de mais clareza para avaliar o valor da estratégia.

• PETROBRAS PN caiu 0,6%, em sessão também marcada pela fraqueza dos preços do petróleo no exterior. PETROBRAS ON cedeu 0,6%.

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