Bolsa cai no último pregão, mas termina 2022 com alta de 5%
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, Ibovespa fecha o ano abaixo dos 110 mil pontos
Economia|Do R7, com Reuters

O Ibovespa fechou com um declínio discreto nesta quinta-feira (29), tendo ações da Petrobras entre as maiores pressões de baixa, mas assegurou um desempenho positivo no ano, marcado por oscilações bastante díspares nas ações da carteira.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,46%, aos 109.734,60 pontos, com queda de 2,44% em dezembro, mas alta de 4,68% no acumulado de 2022.
O volume financeiro no último pregão do ano somava R$ 24,4 bilhões, novamente abaixo da média diária de dezembro, em meio aos últimos ajustes antes da chegada de 2023, quando vários índices na B3 passam a ter nova composição.
As operações de câmbio e da Bolsa de Valores voltam à normalidade a partir da próxima segunda-feira (2), após o recesso do mercado nesta sexta-feira (30) em decorrência das comemorações de Ano-Novo.
Investidores encerraram o ano na expectativa de como será o terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente no aspecto fiscal. Em Brasília, o presidente eleito anunciou o restante da sua equipe ministerial, mas não divulgou nomes para comandar as empresas estatais.
Para Luiz Adriano Martinez, sócio e gestor de renda variável da Kilima Asset, prevaleceu no dia o receio com a perspectiva fiscal do país, com papéis sensíveis à dinâmica da economia doméstica entre os piores desempenhos.
As operações de câmbio e da Bolsa de Valores voltam à normalidade a partir da próxima segunda-feira (2), após o recesso do mercado nesta sexta-feira (30) em decorrência das comemorações de Ano-Novo.
Destaques
- PETROBRAS PN caiu 1,21%, a R$ 24,50, em dia de queda do petróleo Brent e receios sobre o rumo da petrolífera de controle estatal a partir do próximo ano. O futuro ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o anúncio do novo presidente da companhia deve ser feito em janeiro. No ano, contudo, a ação valorizou-se 46,85%.
- BRF ON subiu 6,7%, a R$ 8,28, em dia positivo para ações de empresas de alimentos e após acordo de leniência da companhia com a Controladoria-Geral da União e a Advocacia-Geral da União de cerca de R$ 584 milhões ligado às apurações da Operação Carne Fraca e da Operação Trapaça da Polícia Federal. No ano, porém, BRF caiu 63,23%.
- POSITIVO ON saltou 6,83%, a R$ 9,39, mas terminou 2022 com declínio de 9,93%. A ação foi excluída da carteira do Ibovespa que vai vigorar nos primeiros quarto meses do ano.
- IRB BRASIL ON tombou 8,51%, a R$ 0,86, após forte alta na véspera, e confirmou o pior desempenho de 2022 do Ibovespa, com declínio de 78,61%, em meio à desconfiança sobre a capacidade da resseguradora de se sustentar diante de prejuízos seguidos, mesmo após um aumento de capital. O papel também foi excluído do Ibovespa que valerá de janeiro a abril.
- MRV ON avançou 1,33%, a R$ 7,60, na contramão do índice do setor imobiliário, após anúncio da construtora sobre venda do empreendimento Oak Enclave, na Flórida, por US$ 113 milhões em valor geral de venda.
- VIA ON caiu 2,04%, a R$ 2,40, terminando 2022 com declínio de 54,29%. AMERICANAS ON fechou em baixa de 0,72% no dia e acumulando uma perda de 68,66% no ano. MAGAZINE LUIZA ON resistiu e subiu 1,86% nesta quinta-feira, mas despencou 62,05% no ano.
- VALE ON cedeu 0,12%, a R$ 88,88, apesar da alta dos preços do minério de ferro na Ásia, com a referência na bolsa de Dalian subindo para a máxima de mais de seis meses. Em 2022, porém, as ações de mineradora subiram 24,95%.
- ITAÚ UNIBANCO PN fechou com variação negativa de 0,2%, a R$ 25, terminando o ano com alta acumulada de 24,18%, enquanto BRADESCO PN cedeu 0,07%, a R$ 15,15, e contabilizou uma perda de 11,29% em 2022.















