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Bolsa sobe 1,75% e encosta na máxima histórica de fechamento

Salto do índice aos 73.412 mil pontos se deu após avanços no Congresso

Economia|Do R7

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Saldo do Ibovespa perde apenas para o dia 20 de maio de 2008
Saldo do Ibovespa perde apenas para o dia 20 de maio de 2008

O principal índice da bolsa paulista subiu nesta quarta-feira (6), encostando na máxima histórica de fechamento, com respaldo de um cenário político mais tranquilo após o Congresso Nacional ter aprovado na véspera as novas metas fiscais e a proposta de criação da TLP (Taxa de Longo Prazo).

O Ibovespa subiu 1,75%, a 73.412 pontos, segundo maior fechamento histórico do indicador, atrás somente da máxima alcançada em 20 de maio de 2008 (73.516 pontos). A máxima intradia também reside em maio de 2008, quando o índice alcançou 73.920 pontos durante o pregão.


O giro financeiro somou R$ 11,08 bilhões, acima da média diária vista nos primeiros dias de setembro até a véspera, de R$ 8,78 bilhões.

Na noite passada, o Senado conseguiu concluir a aprovação da TLP antes que a medida provisória perdesse sua validade, na quinta-feira. Também na véspera, o Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que aumenta as metas de déficit primário do país em 2017 e 2018.


"O governo passando as reformas e com a ideia de que a economia começa a reagir, as coisas vão acontecendo e o mercado fica com um clima positivo", disse o gerente de renda variável da H.Commcor Ari Santos.

Os avanços no Legislativo somaram-se ao tom otimista iniciado na véspera, com a visão de fortalecimento do governo do presidente Michel Temer, diante da chance de anulação de acordo de delação de executivos da J&F, holding da JBS.


O mercado já esperava que a bolsa rompesse máximas históricas, mas ainda há dúvidas sobre a manutenção da euforia. Enquanto parte dos agentes de mercado avalia que o cenário favorável continuará se sobrepondo por períodos mais longos, ainda há quem veja mais riscos, especialmente vindos do exterior.

O quadro político já vinha dando respaldo ao mercado de renda variável, com o impulso mais recente surgindo após o anúncio de planos de privatização da Eletrobras. Este cenário foi beneficiado ainda mais nesta sessão após o pedido de análise feito pelo Ministério da Fazenda ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a possibilidade de o governo abrir mão do direito de veto, o chamado "golden share", sobre certas decisões estratégicas em algumas empresas que serão ou foram privatizadas.


O bom humor neste pregão ainda foi amparado pela desaceleração da inflação acima do esperado, o que corrobora a expectativa pelo corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Banco Central que termina nesta quarta-feira.

Em 12 meses até agosto, o IPCA teve alta de 2,46%, o menor patamar desde fevereiro de 1999, e abaixo das estimativas em pesquisa Reuters, de inflação de 2,6%.

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