Bolsas da China correm para lançar contratos futuros
Economia|Do R7
XANGAI/PEQUIM (Reuters) - As maiores bolsas de commodities da China têm corrido para lançar contratos futuros de diversos produtos, de tâmaras a eletricidade, em um movimento para aproveitar o apetite por risco de investidores e oferecer a seu vasto complexo industrial maneiras de proteger as receitas.
Nesta sexta-feira, executivos das três principais bolsas-- Zhengzhou, Xangai e Dalian-- listaram 14 produtos que estudam como possíveis candidatos para novos derivativos, em uma lista que vai de frutas a produtos químicos.
A corrida para introduzir os contratos, desenhados para ajudar produtores rurais, empresas de serviços públicos ou usinas de aço a se proteger contra grandes variações de preços, vem em um momento em que a China busca se tornar um centro para negociações baseadas em bolsa e se prepara para abrir seus longamente fechados mercados para investidores estrangeiros.
"Os planos para futuros como tâmaras, maçãs e antracite (um tipo de carvão) estão dentro do plano da China de desenvolver sua economia real", disse o diretor de pesquisa da Cofco Futures, Liu Jin.
"Estamos vendo os reguladores do mercado diminuindo as variedades de futuros financeiros e aumentando o número de futuros de commodities", completou.
Um recorde de 4,14 bilhões de contratos futuros foram negociados no ano passado, alta de 16 por cento ante 2015, de acordo com a Associação de Futuros da China.
O movimento deverá gerar um intenso debate sobre o papel dos especuladores, que causaram enormes variações de preços em produtos que vão de aço a ovos e milho nos últimos anos, enquanto as pesadas intervenções dos reguladores nos mercados também podem assustar alguns investidores.
(Por Muyu Xu em Xangai e Meng Meng e Hallie Gu em Pequim)















