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Bovespa fecha em baixa após temores de racionamento

Ibovespa perdeu 1,35%, encerrando a semana com baixa acumulada de 0,49%

Economia|Do R7

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Giro financeiro do pregão totalizou R$ 4,7 bilhões
Giro financeiro do pregão totalizou R$ 4,7 bilhões

A Bovespa caiu mais de 1% nesta sexta-feira (23), após três ganhos consecutivos, refletindo temores de racionamento de energia e água no Brasil e pressionada pelas ações da mineradora Vale, que tiveram recomendação reduzida por um banco estrangeiro.

O Ibovespa perdeu 1,35%, a 48.775 pontos, encerrando a semana com baixa acumulada de 0,49%. O giro financeiro do pregão totalizou R$ 5,6 bilhões.


A queda das bolsas nos Estados Unidos, por resultados corporativos desapontadores, também pesou no desempenho da bolsa brasileira. Mas o principal apreensão no mercado doméstico veio da atual crise hídrica.

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"Há uma preocupação geral com os setores de energia e água, ainda mais com o ministro (de Minas e Energia, Eduardo Braga) afirmando que se os reservatórios das hidrelétricas caírem abaixo do limite de 10%, o País pode precisar de racionamento. Isso acaba prejudicando a economia como um todo", disse o operador da Renascença DTVM Luiz Roberto Monteiro.

Braga admitiu a chance de racionamento na véspera, embora tenha afirmado que o país ainda está longe disso.


A concessionária de saneamento do Estado de São Paulo, Sabesp, teve a maior queda do Ibovespa, de 11,65%, diante de sinais de piora do cenário hídrico do País. O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) previu nesta sexta que as chuvas que deverão chegar às represas da região Sudeste em janeiro sejam equivalentes a 43% da média histórica.

O índice também foi pressionado pela Vale, após o Goldman Sachs reduzir a recomendação para os papéis da mineradora de compra para neutra, diante da piora em suas previsões para os preços do minério de ferro, do níquel e do cobre, que impactam o fluxo de caixa e os múltiplos da gigante brasileira. A preferencial da companhia na Bovespa caiu 5,32%, enquanto a ADR recuava quase 10%.


O Goldman cortou ainda o preço-alvo da ação da CSN de R$ 4 para R$ 3,80, mantendo a recomendação de venda. Os papéis da empresa tiveram a terceira maior baixa do Ibovespa.

Ações de bancos também recuaram, assim como Petrobras, com o mercado na expectativa pelo balanço do terceiro trimestre da estatal, que pode ser divulgado na próxima terça-feira (27). A Petrobras informou nesta sexta-feira que ainda avalia valor de baixas contábeis que poderá fazer em função dos desdobramentos da Operação Lava Jato.

No sentido oposto, a operadora Oi ganhou 3,55%, depois de já ter subido 32,2% nos dois pregões anteriores pela expectativa de aprovação por acionistas da Portugal Telecom SGPS da venda de seus ativos portugueses à Altice. A aprovação ocorreu na véspera, encerrando várias semanas de incerteza.

Embraer foi outra ação que despontou entre as principais altas, com ganho de 3,29%.

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