Bovespa fecha no menor patamar em 6 meses com baixa da Petrobras
O Ibovespa caiu 0,78%, a 48.009 pontos, menor patamar de fechamento desde 2 de fevereiro
Economia|Do R7

O principal índice da Bovespa fechou em queda pelo terceiro pregão seguido nesta quinta-feira (13), atingindo o menor nível em cerca de seis meses, com Petrobras entre as maiores pressões negativas em meio ao recuo dos preços do petróleo.
Ações de bancos também voltaram a pesar por preocupações com a possibilidade de aumento da tributação sobre o setor financeiro, com Banco do Brasil caindo de 4,38% também afetado pela repercussão desfavorável do seu resultado trimestral.
No dia. o Ibovespa caiu 0,78%, a 48.009 pontos, menor patamar de fechamento desde 2 de fevereiro. O giro financeiro da sessão totalizou R$ 5,8 bilhões.
Os balanços de CSN, Suzano Papel e Celulose e Oi, entre outros, também repercutiram no pregão, na reta final da safra de resultados do segundo trimestre, com efeito misto nos negócios.
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Do exterior, repercutiram positivamente declarações do banco central da China de que não há motivo para o iuan cair mais por conta dos fortes fundamentos econômicos do país, após o BC desvalorizar sua moeda no início da semana.
Wall Street fechou com o S&P 500 em leve queda de 0,13%, com agentes financeiros também atentos a dados econômicos que reavivaram expectativas de alta dos juros nos Estados Unidos em setembro.
Destaques
As ações do Banco do Brasil caíram 4,38%, após registrar lucro no segundo trimestre quase em linha com as previsões, mas com o aumento das receitas tarifárias e o controle de despesas administrativas sendo ofuscados pela fraca expansão do crédito e maiores despesas de provisão para calotes.
Os papéis do Itaú Unibanco e do Bradesco, por sua vez, cederam 2,48% e 1,49%, respectivamente, com mercado atento à proposta da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) de elevar a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) das instituições financeiras de 15% para 23%. A proposta foi incluído no parecer da senadora sobre a Medida Provisória 675, que trata sobre o assunto, e que será analisada por uma comissão mista do Congresso.
Já a Petrobras, fechou o dia com queda de 3,74% nas preferenciais e de 4,08% nos papéis ordinários, acompanhando o declínio dos preços do petróleo, na esteira de novo fortalecimento externo do dólar, além da pressão permanente decorrente de um excesso de oferta global da commodity.















