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Tensões globais e geopolíticas desaceleraram crescimento do PIB brasileiro em 2025, diz IBGE

Apesar de avançar pelo quinto ano seguido, a economia perdeu ritmo e fechou o período em 2,3%, abaixo do patamar de 3,4% de 2024

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tensões comerciais e riscos geopolíticos em 2025 contribuíram para um ambiente de negócios fragmentado no Brasil.
  • O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, abaixo dos 3,4% de 2024, devido a políticas monetárias cautelosas.
  • Alta da taxa Selic e desaceleração do PIB chinês impactaram o crescimento econômico do Brasil.
  • Setor agropecuário foi o principal motor de crescimento, enquanto indústria, comércio e serviços tiveram avanços limitados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Além do panorama externo, juros altos no Brasil contribuíram para o resultado do PIB Fernando Frazão/Agência Brasil

As tensões comerciais e os riscos geopolíticos que marcaram 2025 contribuíram para que o Brasil enfrentasse um ambiente de negócios fragmentado, favorecendo a adoção de “políticas monetárias e fiscais cautelosas para preservar a estabilidade”. A avaliação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que, apesar do cenário, o PIB brasileiro avançou pelo quinto ano consecutivo, chegando a 2,3% em 2025 — resultado, porém, abaixo dos 3,4% registrados em 2024.

Segundo o informativo Indicadores Econômicos do Brasil, divulgado nesta sexta-feira (22), a política restritiva dos Estados Unidos, com juros altos, limitou o espaço para cortes na taxa de juros brasileira. Além disso, a desaceleração do PIB chinês reduziu sua contribuição ao crescimento global, o que prejudicou as exportações do Brasil.


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Além do cenário internacional, o documento aponta que o contexto interno do Brasil, representado pela alta da taxa de juros, contribuiu para o resultado. No ano passado, o Banco Central iniciou uma sequência de altas na Selic, chegando a manter o indicador em 15% ao ano por cinco vezes seguidas.

“O panorama de 2025 revela uma economia moderadamente em expansão, sustentada pela agropecuária e pelas exportações, mas limitada por juros elevados e menor dinamismo do consumo interno. O ano registrou avanços relevantes no emprego, na agropecuária e nos serviços, acompanhado de inflação mais controlada, mas também de pressões de custos na construção civil e desaceleração em alguns segmentos do comércio“, destacou o instituto.


O relatório mostra, ainda, que o setor agropecuário foi o principal motor da atividade econômica do país, correspondendo a cerca de 1/3 desse resultado, impulsionado por safras recordes de milho e soja. Em contrapartida, os segmentos da indústria, do comércio, de serviços e da construção avançaram menos, com taxas abaixo de 2%.

Efeitos do tarifaço

O tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil no ano passado gerou um impacto de US$ 2,7 bilhões nas exportações brasileiras em 2025 — o equivalente a 0,8% —, além de gerar uma redução de 0,1% no PIB (Produto Interno Bruto). Apesar da “magnitude moderada” da medida em âmbito nacional, as regiões Sudeste e Sul perceberam os efeitos de forma mais expressiva. O Espírito Santo, por exemplo, teve uma retração de 0,55% no PIB do estado, como apontam dados do Banco Central.


📌Em abril de 2025, os Estados Unidos impuseram tarifas de importação generalizadas para todos os seus parceiros comerciais. Inicialmente, o Brasil sofreu com uma “tarifa recíproca” de 10%, a menor aplicada. Entretanto, em 9 de julho, o governo americano impôs uma tarifa adicional de 40%.

A queda das exportações para os EUA representou 0,8% das vendas externas totais do Brasil. Como proporção do comércio de cada região, o Sudeste registrou perda de 1% em suas exportações totais, enquanto o Sul recuou 1,5%, refletindo a maior dependência relativa dessas regiões em relação ao mercado norte-americano.


A medida da Casa Branca gerou perdas de US$ 1,7 bilhão no Sudeste e de US$ 900 milhões no Sul, conforme dados divulgados pelo Banco Central.

Por estado, o Rio de Janeiro (-0,8), Ceará (-0,4), Paraná (-0,4), Minas Gerais (-0,3), São Paulo (-0,3) e Santa Catarina (-0,3) registraram as maiores variações negativas nas exportações. Os impactos nos estados foram influenciados pela queda de diferentes produtos. Em Minas, por exemplo, o recuo foi puxado pelo café, enquanto em São Paulo o resultado refletiu uma combinação de bens industrializados.

Impacto da queda das exportações no Brasil
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