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Bovespa recua 0,9% com bancos e Vale em nova sessão de giro elevado; cena política segue em foco

Economia|Do R7

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta quarta-feira, pressionado pelo recuo das ações da Vale e de bancos privados, enquanto agentes financeiros seguiram atentos à crise política.

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O Ibovespa caiu 0,89 por cento, a 48.665 pontos. Na máxima do dia, o índice subiu 1,83 por cento e tocou 50 mil pontos.

O volume financeiro alcançou 9,9 bilhões de reais, novamente acima da média do ano, de 6,4 bilhões de reais.

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De acordo com profissionais da área de renda variável, o foco segue em eventuais novas delações e desdobramentos da operação Lava Jato, com possíveis implicações que levem a mudanças no comando do país.

Há também apreensão com o jogo político e o agravamento da paralisia no Congresso Nacional, após reportagens afirmarem que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) citou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o candidato derrotado na eleição presidencial de 2014 Aécio Neves (PSDB-MG), entre outros senadores, em seu acordo de delação premiada no âmbito da operação Lava Jato.

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"A expectativa ainda fica no julgamento de recursos sobre decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rito do impeachment", disse o chefe da mesa de renda variável da corretora de um banco em São Paulo.

O risco, avalia o profissional, é de que o STF não altere decisão anterior, de permitir que o Senado rejeite decisão da Câmara dos Deputados de abrir processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, frustrando expectativas de mudança na cena política.

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No exterior, os principais índices acionários dos Estados Unidos subiram amparados em ações de energia, com a alta dos preços do petróleo devido às esperanças de um acordo entre os principais produtores para congelar a produção.

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DESTAQUES

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- VALE fechou com as preferenciais de classe A em queda de 3,2 por cento e as ações ordinárias em baixa de 3,53 por cento, em sessão marcada pelo declínio dos preços do minério de ferro à vista na China.

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- ITAÚ UNIBANCO e BRADESCO recuaram 3,32 e 4,53 por cento, após ganhos expressivos nos últimos pregões. Também no radar esteve a perda da validade da medida provisória que elevaria de 15 por cento para 18 por cento a alíquota do IR que incide sobre juros sobre capital próprio (JCP) a partir de janeiro de 2017. BANCO DO BRASIL subiu 0,25 por cento, ainda sensível ao cenário político.

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- PETROBRAS fechou com as preferenciais em alta de 1,74 por cento, enquanto as ações ordinárias caíram 0,93 por cento, após dia volátil e marcado por alta do petróleo. Os papéis, que vêm registrado ganhos fortes recentemente, seguem atrelados também a expectativas relacionadas à cena política.

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- USIMINAS saltou 23,87 por cento, após notícia de que o grupo Nippon Steel vai propor na reunião do Conselho de Administração da siderúrgica na sexta-feira um aumento de capital de cerca de 1 bilhão de reais na empresa brasileira e está disposto a bancar sozinho a injeção de recursos caso outros sócios não queiram participar da operação, conforme disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

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- RUMO LOGÍSTICA foi outro destaque de alta, com valorização de 9,47 por cento, conforme agentes financeiros seguem na expectativa de potencial aumento de capital. A Cosan Logística, que controla a companhia de logística ferroviária, convocou assembleia em 14 de março para deliberar sobre o tema.

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- BM&FBOVESPA avançou 5,05 por cento, beneficiada pelo aumento de operações nos últimos dias. Apenas na bolsa, o giro financeiro médio diário soma quase 11 bilhões de reais em março.

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