BP vai pagar US$ 18,7 bilhões em 18 anos por processos nos EUA
Economia|Do R7
Londres, 2 jul (EFE).- A companhia BP concordou em pagar US$ 18,7 bilhões em 18 anos para cobrir os processos pendentes nos Estados Unidos devido ao vazamento de petróleo de 2010 no Golfo do México, informou nesta quinta-feira a companhia petrolífera britânica. Em comunicado encaminhado à bolsa, a empresa explicou que sua subsidiária nos EUA, a BP Exploration and Production Inc. (BPXP), chegou a um acordo legal "de princípios" com o governo federal e os cinco estados do Golfo para pôr fim aos trâmites por danos e prejuízos. O acordo firmado com os estados do Alabama, Flórida, Louisiana, Mississipi e Texas, os mais afetados pela explosão e pelo vazamento que custou a vida de 11 trabalhadores, inclui os processos apresentados por mais de 400 entidades de governo local, informou a companhia. Ao todo, US$ 18,7 bilhões cobrirão as maiores reivindicações e serão repartidos em uma série de pagamentos ao longo de 18 anos, explicou a multinacional, que sofreu a maior reestruturação de sua história após esse acidente marítimo. Segundo os termos do acordo, a BPXP pagará à Administração dos Estados Unidos em um período de 15 anos uma multa civil de US$ 5,5 bilhões em virtude da lei de Águas Limpas. Além disso, pagará US$ 7,1 bilhões ao governo federal e aos dos cinco estados, também em 15 anos, por danos aos recursos naturais, o que se soma a US$ 1 bilhão estipulado previamente para o processo de restauração. Uma quantia adicional de US$ 232 milhões permanecerá reservada sob este conceito caso que surjam mais danos não previstos. Um total de US$ 4,9 bilhões será pago em um período de 18 anos para atender os processos econômicas ou de outro tipo dos estados, aponta a BP em seu comunicado aos mercados, e até US$ 1 bilhão será destinado às reivindicações das 400 organizações municipais. Os pagamentos pela lei de Águas Limpas e por danos aos recursos naturais começarão a ser pagos 12 meses depois que o acordo for firmado, e calcula-se que serão desembolsados cerca de US$ 1,1 bilhão ao ano. EFE jm/vnm















