Economia Brasil abre 313.564 vagas com carteira assinada em setembro

Brasil abre 313.564 vagas com carteira assinada em setembro

Terceiro resultado positivo seguido do Caged ocorre com 1.379.509 admissões e 1.065.945 demissões no período

  • Economia | Do R7

Brasil ainda acumula perda de 558 mil vagas em 2020

Brasil ainda acumula perda de 558 mil vagas em 2020

Lidianne Andrade/MyPhoto Press/Folhapress - 28.08.2020

O Brasil criou 313.564 vagas formais de trabalho durante o mês de setembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29), pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O resultado positivo é fruto de 1.379.509 admissões e 1.065.945 demissões no período.

Com o dado, setembro se torna o terceiro mês consecutivo com contratações maiores do que desligamentos. O resultado é também o melhor para meses de setembro desde o início da série histórica do Novo Caged, iniciada em 2010.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que os números “confirmam a retomada da economia em V”. "É o maior ritmo de criação de empregos já registrado em qualquer setembro", comemorou.

No acumulado entre julho e setembro, foram criadas 697.296 novas vagas com carteira assinada. Em 2020, no entanto, o saldo de empregos formais segue negativo, com 558.597 demissões maiores do que admissões entre janeiro e setembro. Os cortes ocorreram em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

"Nós tivemos, em abril, o fundo do poço, perdemos empregos por três meses seguidos, mas já estamos criando por três meses seguidos em todos os setores e em todas as regiões do País", avaliou Guedes.

A geração de empregos ocorre no mesmo momento em que o Brasil alcançou a marca de 13,1 milhões de desempregados, o que corresponde a maior taxa desde 2012, aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Dados "confirmam retomada da economia em V”, comemora Paulo Guedes

Dados "confirmam retomada da economia em V”, comemora Paulo Guedes

Adriano Machado/ REUTERS - 20.10..2020

Setores

Os dados mostram ainda que todos os setores de atividade contrataram mais do que demitiram em setembro, com destaque para a Indústria, que terminou o mês com saldo positivo de 110.868 novos cargos com carteira assinada.

Também foram positivos os resultados dos ramos de serviços (+80.481 postos), comércio (+69.239), construção (+45.249) e agropecuária (+7.751).

Segmento mais afetado pela pandemia, os serviços praticamente dobraram a criação de vagas na comparação com agosto, com destaque para a área de alojamento e alimentação, que teve resultado positivo pela primeira vez desde o início da crise com a abertura de 4.637 novas vagas.

Salários

Em termos salariais, a remuneração inicial recebida pelos trabalhadores admitidos em setembro foi de R$ 1.710,97, valor 1,7% inferior ao pago em agosto e 7,3% menor na comparação com abril, no início da pandemia.

Para a coordenadora-geral de Cadastros, Identificação Profissional e Estudos da Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Mariana Eugênio, a redução da remuneração é natural em momentos de retomada.

“Na medida em que a gente vê a recuperação das contratações, há também uma queda dos salários na medida em que voltam a entrar trabalhadores com salários mais baixos no mercado de trabalho”, avaliou ela.

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