Brasil cai uma posição em ranking de competitividade mundial
País foi parar na 57ª posição, com críticas em relação à ineficiência e burocracia
Economia|Do R7

O Brasil caiu da 56ª em 2013 para a 57ª colocação no Ranking Global de Competitividade 2014, que conta com uma compilação de 144 países. Entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a economia brasileira está à frente apenas da indiana, a 71ª colocada.
A Suíça mais uma vez liderou a lista. Em seguida vêm Cingapura, EUA, Finlândia e Alemanha. O único país da América do Sul à frente do Brasil é o Chile, no 33º lugar, e as últimas posições são ocupadas por Guiné, Chade e Iêmen.
O ranking foi divulgado pelo FEM (Fórum Econômico Mundial) nesta terça-feira (2). A organização, responsável por fazer reuniões com líderes empresariais e políticos, alerta que o País tem um dos Estados mais ineficientes, a segunda pior burocracia e apenas cresceu nos últimos anos à base do crédito e do boom de commodities.
Relembre a passagem da presidente Dilma pelo Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesse ano:
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Agora, a falta de competitividade poderia se tornar um "severo" problema para o crescimento da economia e só uma ampla reforma poderia tirar o País da crise.
A organização também anunciou que, para seu evento em Davos, na Suíça, em janeiro de 2015, quer a presença do vencedor da eleição presidencial deste ano para explicar o que será feito para tirar o País da recessão. O Fórum ocorre três semanas depois da posse no Brasil, em janeiro, e seria o primeiro palco internacional de um novo presidente ou de um segundo mandato de Dilma Rousseff.
A queda da competitividade da economia brasileira no cenário mundial, segundo o Fórum, reflete um atraso na condução de reformas importantes.
Para Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação da FDC (Fundação Dom Cabral), instituição responsável pela coleta e análise dos dados do Brasil no levantamento, disse que a perda de uma posição não é significativa, mas alertou para o movimento de perda de nove posições em dois anos.
— O ano de 2012 foi de crescimento da economia e oportunidades em relação à economia mundial, mas o Brasil não soube tirar vantagem dessa situação.
Para Arruda, aquele era o momento de o governo tentar resolver questões que remontam aos anos 1990, como levar adiante reformas dos sistemas tributário e trabalhista e simplificar o marco regulatório.
O especialista também defende a necessidade de comprometimento com a elevação dos investimentos e melhora da infraestrutura do País. Critica que obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), por exemplo, estão fora do cronograma inicial.
Ineficiência
De acordo com o ranking do Fórum, o Brasil é o segundo país com o maior peso na regulação estatal da economia, atrás da Venezuela. Para Beñat Bilbao, economista sênior da entidade, o problema consiste em governo não ter realizado reformas estruturais com as quais tinha se comprometido.
Na avaliação de Bilbao, um dos maiores problemas no Brasil consiste na ineficiência das instituições públicas. No ranking, o País está na 135ª colocação entre 144 governos em termos de desvios de dinheiro. Em apenas quatro países a confiança da população nos políticos é mais baixa que no Brasil e, dos 144 governos avaliados, o País está apenas na 137ª posição no que se refere ao desperdício de recursos.
— Não vimos avanços no que se refere à eficiência do Estado (nos últimos anos). Isso é fundamental para que o governo tenha a capacidade de reformar a economia.
Já Carlos Arruda destaca que o País avançou em determinadas, mas menos do que em relação a outros países como a Colômbia e o México, como no caso da simplificação dos tributos sobre a folha das empresas e da burocracia para abertura de negócios.
A questão trabalhista foi o maior destaque negativo do Brasil, segundo o especialista. Em eficiência do mercado de trabalho, por exemplo, o Brasil caiu 40 posições desde 2012, da 69ª para a 109ª, a maior variação negativa entre os 12 temas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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