Brasil pode lucrar com a redução do desmatamento? Entenda
Estudo aponta que queda da devastação de biomas brasileiros rendeu mais de R$ 1 trilhão para a economia mundial
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Um estudo publicado pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) aponta que a queda do desmatamento na Amazônia e no Cerrado pode ter rendido cerca de R$ 1,16 trilhão para a economia mundial. Desse montante, o Brasil teria registrado ganhos de R$ 192 bilhões.
Segundo o pesquisador Bráulio Borges, responsável pelo levantamento, o país tem um perfil de emissão de gases poluentes muito diferente do resto do mundo. “Enquanto o mundo está batalhando para descarbonizar as suas atividades produtivas, hoje no Brasil a gente já tem 90% da eletricidade oriunda de fontes renováveis. A média mundial não chega nem a 30%”, diz em entrevista ao Link News desta quinta-feira (29).
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Quando o desmatamento é reduzido, essas emissões e os gastos que se teria com ela deixam de ocorrer. “A gente pega essa estimativa de custo social do carbono, hoje mais ou menos em torno de US$ 150 por tonelada, e aplica essas emissões que deixaram de acontecer e chegam nesses valores de R$ 1,2 trilhão para o mundo”, explica Borges.
Ainda assim, ele reforça que o valor é referente ao prejuízo evitado, e não significa que o aquecimento global tenha deixado de ser danoso. “O Brasil, infelizmente, é um dos países mais prejudicados pelo aquecimento global. Então, mais ou menos 6% de todo esse dano causado para as emissões globais impacta a economia brasileira.”
O pesquisador atribui a redução do desmatamento à maior fiscalização dos órgãos ambientais competentes. “O que aconteceu basicamente foram políticas de comando e controle, principalmente por parte do Ibama. Fiscalização, punição para quem desmata. É importante mencionar que, na Amazônia, 90% dos desmatamentos são ilegais”, ressalta.
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