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Brasil precisa de mais de R$ 1,7 tri para o setor de transportes, diz CNT

Plano CNT de Transporte e Logística relaciona 2.663 obras fundamentais para melhorar a infraestrutura de transporte em território nacional

Economia|Alexandre Garcia, do R7

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Estudo apontou necessidades em todos os modais
Estudo apontou necessidades em todos os modais

O setor de transportes no Brasil precisa receber um investimento de mais de R$ 1,7 trilhão para a realização de 2.663 obras elencadas como fundamentais. O valor foi apresentado nesta segunda-feira (27) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).

O levantamento observou as necessidades das áreas de rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo, além do transporte público urbano.


De acordo com o presidente da CNT, Clésio Andrade, os dados deixam claro o "enorme desafio" que o presidente eleito em outurbro vai enfrentar nos próximos anos.

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"Com as inúmeras demandas que pesam sobre o Estado, o setor público sozinho não dará conta de arcar com todo esse investimento. Será preciso atrair a iniciativa privada com oferta de segurança jurídica, bons projetos e retorno atraente para os investidores”, afirma Andrade.

O estudo aponta que apenas o Estado de São Paulo precisa de mais de R$ 280 bilhões em investimentos. São 303 projetos de transporte e logística.


Segmentos

Na análise por segmento dos transportes, o estudo aponta que o setor ferroviário é o que mais precisa obter investimento. São necessários R$ 532 bilhões para a conclusão de 440 projetos.


Na sequência, aparecem os setores rodoviário, hidroviário e portuário, com a necessidade de receber R$ 496 bilhões, R$ 147 bilhões e R$ 133 bilhões, respectivamente.

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Já as áreas aeroportuária, com 219 projetos, e de terminal, com 262, precisam de um aporte na casa dos R$ 30 bilhões e R$ 25 bilhões, respectivamente.

No ramo urbano, a maior necessidade apontada pelo levantamento fica também por conta do setor ferroviário, que precisa de um aporte na faixa dos R$ 212 bilhões para a realização de 61 obras. O maior número de projetos, no entanto, é requerido no ramo rodoviário: 234, com um custo estimado de R$ 71 bilhões.

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