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Brasil se posiciona contra cortes de produção de petróleo em reunião com Opep

Economia|Do R7

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Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo brasileiro se posicionou contra um corte de produção de petróleo, para impulsionar os preços globais, ao participar de uma reunião com membros e não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), no fim de semana, disse à Reuters nesta segunda-feira o secretário de Petróleo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix.

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Félix, que representou o país no encontro, disse que o Brasil --que tem na estatal Petrobras a principal produtora de petróleo-- é uma economia de mercado livre, e que não vê como um corte da oferta poderia resolver o problema dos preços baixos do petróleo. Ele lembrou que a Petrobras é uma empresa de capital aberto.

"Se os preços caem muito, as empresas têm que dar um jeito de cortar custos, serem mais competitivas, no limite fechar um campo, é assim que funciona... Eles ficaram em um primeiro momento frustrados, mas depois entenderam, elogiaram a transparência (do Brasil)", afirmou Félix, por telefone.

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O secretário também se colocou à disposição do grupo para discutir outros temas de interesse em comum, em outras oportunidades.

A Opep fechou acordo em setembro para reduzir sua produção de petróleo para uma faixa entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia (bpd), com o objetivo de suportar preços globais, no primeiro acerto do gênero desde 2008.

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O grupo de 14 participantes também busca apoio em outros países para evitar que alguns produtores tomem mercado daqueles que reduzirem a produção.

Além do Brasil, os países não membros da Opep que participaram da reunião do sábado, que ocorreu em Viena, foram Rússia, México, Azerbaijão, Cazaquistão e Oman. Alguns deles ainda vão estudar uma possível participação no acordo, como a Rússia e o México, segundo Félix.

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Uma nova reunião da Opep com outros países deverá ocorrer em 25 de novembro, explicou Félix, também em Viena, antes da reunião oficial do cartel no dia 30.

Para o secretário de petróleo, o convite foi um "reconhecimento de que o Brasil é um ator cada vez mais importante no mercado mundial de petróleo".

A produção de petróleo no Brasil subiu pelo quinto mês consecutivo em agosto, renovando um recorde mensal de extração pela terceira vez seguida, a 2,609 milhões de barris por dia (bpd), volume superior a muitos países da Opep.

"Esse ano teve um crescimento muito expressivo e a produção brasileira já foi muito representativa em nível mundial", disse Félix, que sugeriu à Opep que faça reuniões em outros países e ofereceu o Brasil para ser sede de algum encontro.

No caso da Petrobras, a produção deverá cair no ano que vem ante 2016, informou a diretora de Exploração e Produção da estatal, Solange Guedes, em teleconferência em setembro, citando alguns atrasos de plataformas.

Mas outras petroleiras privadas e estrangeiras estão ampliando a produção no país, ponderou ele.

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(Por Marta Nogueira)

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