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Breno Moreira se integra ao time da Paranoid

Na produtora, conhecida pela aposta em novos talentos, ele será diretor de publicidade

Economia|Alvaro Leme, do R7

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O cineasta Breno Moreira
O cineasta Breno Moreira

Em seus oito anos de atividade, a produtora Paranoid consolidou-se como um espaço em que profissionais experientes batem bola com novos talentos do mercado. Os sócios costumam dizer que esse mix de vivências é parte da alma do negócio. Entende-se, daí, a comemoração em torno da chegada do jovem Breno Moreira à turma. Com apenas 24 anos, o cineasta carioca considerado uma promessa foi anunciado nesta semana como aquisição de peso devido ao seu currículo, cuja quantidade de conquistas é inversamente proporcional à pouca idade.

Vamos a elas: em seus oito anos de estrada — pois é, ele começou aos 16, como assistente de câmera —, Breno acumulou no currículo trabalhos para gigantes como Louis Vuitton, L’oréal e Nike. Aos 22, conquistou o primeiro prêmio. Venceu o Audience Awards, do Cluj International Short Film Festival, com “There Ain’t No Bad Directing When You Shoot Pretty Girls”, feito com orçamento de R$ 50 (sim, você leu certo). O curta consistia numa crítica a práticas comuns nos filmes de moda, segmento em que o rapaz trabalhou. “Cansei de ver gente que não sabia filmar sendo contratado no lugar de profissionais que poderiam fazer melhor.”


Filho de mãe jornalista e pai advogado, Breno é um daqueles casos em que a paixão pelo ofício se impõe desde cedo. “Pensava que seria jogador de futebol”, comenta. O primeiro contato com uma câmera fotográfica se deu aos 7 anos. Lembra-se com carinho das brincadeiras de filmar que fazia na infância, caso do curta de terror que criou aos 9, no playground do prédio.

As experimentações com imagens feitas pelo menino amadureceram junto com ele, que aos 17 operava câmera em um documentário sobre rodeios no interior do Brasil. Foi mais ou menos nessa época que um filme feito com uma amiga de Nova York chamou a atenção do designer, cenógrafo e diretor Gringo Cardia e do artista plástico Vik Muniz. O trabalho mostrava o primeiro contato de crianças carentes com arte, e consistia numa iniciativa mundial — ele ficou encarregado das cenas do Rio de Janeiro.


Cardia e Muniz o escalaram para vídeos institucionais da Escola Spectaculu, mantida pela dupla na capital fluminense, e não demorou até que ele engrenasse trabalhos para marcas de moda, como a brasileira Animale, além das já citadas Louis Vuitton e L’Oréal.

Na Paranoid, ele vai dirigir publicidade, segmento onde sobra o que falta quando se tenta criar trabalhos autorais no cinema: orçamento. “A chegada dele é importante para nós porque gostamos de apostar em gente com potencial. Temos em nosso time de diretores gente que mudou de patamar no mercado quando veio trabalhar aqui, e o Breno tem tudo para ser mais um desses casos de sucesso”, avalia Egisto Betti, um dos sócios da empresa.


Enquanto pratica o ofício no dia a dia, Breno se dedica a um roteiro de longa-metragem, projeto sobre o qual não conta muito, apenas que se trata de um drama familiar e que sairá do papel assim que tiver chance. Divide o batente na produtora com um selo de produção de conteúdo que acaba de fundar com amigos.

Boa praça toda vida, Breno conta tudo isso com uma empolgação que parece ainda maior devido ao sotaque carioca carregado. “Quero poder contar o máximo possível de histórias”, diz. Assim seja.

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