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Cade decide hoje se investigará consórcio da Petrobras

Em 2007, a Petrobras entrou na Justiça contra a decisão do conselho administrativo

Economia|Do R7

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O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidirá nesta quarta-feira (4) o futuro do Projeto Gemini, um consórcio firmado entre Petrobras e White Martins para atuar no mercado de gás natural liquefeito (GNL).

A Gás Local — com participação de 40% da Petrobras e 60% da White — entrou em operação em 2006 para atuar em regiões não servidas por gasodutos.

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A empresa é acusada de adotar práticas anticompetitivas, uma vez que a estatal estaria fornecendo gás natural ao consórcio a preços menores do que o oferecido às distribuidoras de gás nas regiões onde a empresa atua, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal, além de prejudicar companhias fornecedoras de gás natural comprimido (GNC), que disputam o mesmo mercado das empresas de GNL.

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Um estudo encomendado pela ABGNC (Associação Brasileira dos Distribuidores de Gás Natural Comprimido) à FA Consultoria Econômica mostra que, para ter custos competitivos no mercado, a Gemini estaria sendo beneficiada por preços subsidiados da Petrobras.

Procurada, a estatal não comenta o assunto. É com base nesse estudo que a relatora desse caso no Cade, Ana Frazão, decidirá hoje se a autarquia vai dar prosseguimento à investigação. A Comgás também já tinha denunciado ao Cade as condições de venda (com contratos de longo prazo) e a discriminação de preços para a Gemini.

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Em 2007, a Petrobras entrou na Justiça contra a decisão do Cade referente ao ato de concentração na formação do consórcio. A Comgás recorreu, no mesmo ano, como empresa terceira interessada no caso, apresentando denúncia à SDE (Secretaria de Defesa Econômico).

A distribuidora de gás canalizado pediu ao Cade que investigasse os preços da Petrobras e maior transparência da estatal em relação aos contratos firmados. O gás natural comprimido representa, assim como o gás natural liquefeito, uma alternativa para consumo do gás natural em locais que não possuem estrutura de dutos.

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Segundo Horácio Andrés, presidente da ABGNC, esses dois produtos apresentam vantagens por permitir o transporte de maior quantidade de gás por caminhão. Os custos operacionais para o transporte de GNC são menores quando transportados em um raio de até 200 quilômetros.

Acima disso, os custos são mais atraentes para as empresas de GNL. No entanto, o consórcio Gemini estaria atuando nessas duas frentes, levando a suspeita de prática de preços subsidiados. Entre 2010 e 2011, seis clientes dos associados da ABGNC migraram para o GNL do Gemini, o que não é compatível com a desvantagem de custos que este último teria para atender clientes a menos de 200 quiômetros de distância das plantas de GNC.

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