Calote do consumidor sobe em outubro após quatro quedas seguidas
Inadimplência registrou alta de 3,7% no mês passado na comparação com setembro
Economia|Do R7

O calote do consumidor voltou a subir em outubro após quatro quedas seguidas. No mês passado, a inadimplência registrou alta de 3,7% na comparação com setembro, de acordo com a Serasa.
Já no acumulado de janeiro a outubro de 2013, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice caiu 0,6%, representando a primeira queda histórica da série para o período de janeiro a outubro.
Na relação anual — outubro deste ano contra o mesmo mês do ano passado — o indicador também registrou declínio de 11,9%, sendo a quinta queda mensal consecutiva na comparação interanual.
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De acordo com os economistas da Serasa, a alta da inadimplência do consumidor em outubro foi basicamente devida a fatores sazonais (maior volume de vendas pelo do Dia das Crianças e maior número de dias úteis em relação a setembro) e, por isto, não pode ser interpretada como reversão de tendência do atual momento de recuo dos níveis de inadimplência dos consumidores.
Dívidas
As dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) puxaram a alta da inadimplência em outubro, com variação positiva de 5,1% e contribuição de 2,2 p.p.
A inadimplência com os bancos, os títulos protestados e os cheques sem fundos também colaboraram para o crescimento do índice, com variações positivas de 0,9%, 16,8% e 10,6% e contribuições de 0,4 p.p., 0,2 p.p., e 0,8 p.p., respectivamente.
Valor das dívidas
O valor médio das dívidas não bancárias apresentou queda de 6,5% de janeiro a outubro de 2013, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Passaram de R$ 337,13 para R$ 315,22.
Os títulos protestados também caíram 4,2%, foram de R$ 1.460,72 para R$ 1.399,15. Já os cheques sem fundos (de R$ 1.515,84 para R$ 1.645,11) e as dívidas com os bancos (de R$ 1.298,88 para R$ 1.324,47) registraram alta de 8,5% e 2,0%, respectivamente.















