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Caminhoneiros dos EUA veem queda das cargas em sinal de desaceleração econômica

Economia|Do R7

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Por Stephanie Kelly e Jessica Resnick-Ault

NOVA YORK, Estados Unidos (Reuters) - Em uma parada de caminhões em Ridgefield, Nova Jersey, nos Estados Unidos, o motorista Paul Richards revisa um caderno de anotações, no qual ele monitora quilômetros percorridos e o que está transportando. O seu rendimento caiu cerca de 25 por cento em relação ao mesmo período de um ano atrás, junto com os quilômetros semanais.

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"Esta não foi uma semana muito boa", disse Richards, que carrega materiais de construção e produtos reciclados pelo Nordeste dos EUA. "A semana passada também não foi."

Nos Estados Unidos, motoristas, operadores regionais de transporte e autoridades do setor logístico dizem que o setor de transporte rodoviário de 700 bilhões de dólares encolheu no final de 2018 e a que a queda continua este ano. Embora o declínio no valor de frete e no transporte não sugira por si só que os Estados Unidos estejam entrando em recessão, esses recuos são condizentes com a derrapagem da economia norte-americana como um todo.

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Os efeitos da desaceleração têm sido irregulares em todo o país, com encomendas menores e menos quilômetros percorridos no Centro-Oeste e Sudeste dos EUA do que na costa oeste, disseram economistas e autoridades regionais.

O modal rodoviário responde por 70 por cento da carga transportada nos EUA e é fundamental para os setores de manufatura, construção e varejo, todos os quais mostraram lentidão no primeiro trimestre. Os fatores mais comuns para o declínio incluem a guerra comercial iniciada pelo governo de Donald Trump contra a China e a fraqueza no setor agrícola.

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Um índice de volumes de caminhões da ACT Research, que pesquisou cerca de 60 frotas, ficou negativo em novembro, pela primeira vez desde julho de 2016. Ele retornou brevemente a território positivo em janeiro, mas caiu novamente em fevereiro. O indicador corresponde às previsões de um primeiro trimestre fraco para o produto interno bruto dos EUA, que deverá crescer 1,8 por cento, segundo pesquisa da Reuters.

"Claramente, a economia está desacelerando", disse Kenny Vieth, presidente da ACT Research, em uma entrevista recente. "Quando a economia está moderada, a indústria de caminhões pode ser excepcionalmente pior do que a economia como um todo, devido à profunda tendência cíclica que caracteriza a indústria."

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Outro indicador, o índice de tonelagem das Associações Norte-Americanas de Transporte Rodoviário, está em um nível saudável a 117,4, ainda muito acima dos níveis da era da recessão entre 2008 e 2012, quando permaneceu abaixo de 90.

A fraqueza da indústria não é uniforme em todo o país. A Reuters conversou com 47 das 50 associações estaduais de caminhões, e das que responderam, 16, incluindo as de Illinois, Wisconsin, Ohio e Tennessee, disseram que a atividade havia diminuído. Outras 16 disseram que houve pouca mudança, e o resto não pode dizer, de uma maneira ou de outra.

As cargas no Centro-Oeste e no Sudeste dos Estados Unidos foram mais fortemente atingidas do que em outras regiões, de acordo com Bobby Holland, vice-presidente e diretor da Bank Freight Data Solutions, de Minneapolis. No Centro-Oeste, as tarifas de exportação das colheitas prejudicaram as vendas agrícolas, e a produção de automóveis também está moderada, disse ele.

Neal Kedzie, presidente da Associação de Transportadores de Veículos de Wisconsin, disse que a atividade começou a desacelerar no final de 2018. Antes os operadores de frete estavam entrando em contato com os transportadores. Agora, porém, as transportadoras estão começando a procurar os operadores de frete para conseguirem cargas.

"As transportadoras estão tendo que fazer mais buscas por conta própria do que os operadores de frete, que (antes) tinham tanto a oferecer que não conseguiam encontrar caminhões suficientes", disse Kedzie.

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